quarta-feira, junho 04, 2014

Um tapinha não doi

Nos anos 2000 estourava na mídia o funk de gosto no mínimo duvidoso "Um tapinha não doi". Mais de dez anos depois, na semana passada, foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos do Senado a famigerada lei da palmada a qual pretende tornar crime qualquer forma de castigo físico para crianças. Na última quarta-feira, o plenário do Senado aprovou o projeto a despeito dos protestos da bancada evangélica. O projeto de lei segue para a sanção da presidente para aprovação.


Afinal, um tapinha dói ou não? Depende. Se estamos falando de práticas sexuais, vale tudo. Tudo mesmo. Se traz prazer a um casal, a mulher pode ser xingada e agredida que está tudo bem. Afinal, "dentro de quatro paredes, vale tudo" - afirmam.
Por outro lado, se o assunto é corrigir nossos filhos e impedi-los de trilharem o caminho da auto destruição, a medida é outra. Um tapinha no bumbum, nesse caso, é a mais brutal forma de agressão que uma criança poderia sofrer.
A cada dia que passa os alicerces cristãos da sociedade vão sendo substituídos por padrões absolutamente pagãos. O certo passa a ser errado e o errado é chamado de certo. Como escreveu Paulo, "trocaram a verdade de Deus pela mentira" (Rm 1.25)
É claro que a disciplina não pode dar lugar à agressão física. Em relação a isso, já existem leis que protegem a criança sem a necessidade do Estado entrar em nossas casas e determinar que tipo de educação eu dou aos meus filhos.
Cristãos tem entrado nessa ciranda estatizante também. Muitos saíram em defesa da Xuxa, principal articulista do projeto de lei, e arranjaram as mais esfarrapadas desculpas para isso, argumentando, inclusive, que a ordem para o uso na vara na educação dos filhos existia apenas no Antigo Testamento e que hoje, na "época da graça", nada mais disso era válido.
Pais cristãos tem o dever de criar seus filhos na disciplina (Ef 6.4) o que inclui ensinar, ser exemplo e, quando necessário, usar a vara. (Pv 13.24; 22.15; 23.13-14; 29.15)
O cerco está apertando para nós cristãos. A família está sendo destruída aos poucos. Já não existia a garantia de uma criança ter um pai e uma mãe; agora, ela não pode ser mais corrigida.
Cabe a nós a mesma ousadia dos apóstolos. Nunca nos foi tão necessário bradar que "mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5.29)
Já sabem. Tapinha está proibido a não ser que o assunto seja perversão sexual. Nesse caso, vale tudo.

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