sexta-feira, janeiro 27, 2006

Divórcio: A Exceção de Deus

Mateus 19.3-12

Em 1977 o Congresso brasileiro aprovou com 226 votos contra 159 a Lei do Divórcio no nosso país. Hoje, 25 anos depois mais de um milhão de divórcios já foram promulgados pela justiça. Segundo o IBGE em 1985, um em cada dez casamentos terminava em divórcio. Dez anos mais tarde em 1995, este número subiu para um a cada quatro. Por mais incrível que pareça os países com maiores porcentagens de divórcios são os mais desenvolvidos e chamados berços do protestantismo. Os Estados Unidos lideram este lamentável ranking com 60% dos casamentos terminando em divórcio. A Inglaterra segue de perto com 40%.
Parece que o mundo de uma maneira geral aprovou o divórcio. Será que nós cristãos também podemos aprova-lo assim tão facilmente?


I. O casamento é indissolúvel

Nunca o divórcio foi abençoado por Deus. Desde os tempos de Moisés quando as leis civis e morais foram dadas por Deus isso já havia ficado bem claro nas páginas do Antigo Testamento (Dt 24.1-4). O casamento só poderia ser desfeito por causa de “cousa indecente” (Dt 24.1), (lit. nudez de algo). O sentido exato desta expressão não é bem claro mas com certeza está relacionado a questões sexuais. Por essa questão não ser muito clara é que alguns fariseus tentaram provar Jesus.
Conforme nosso texto básico, Jesus explicou esta permissão dada por Moisés: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.” (Mt 19:8) Embora Jesus tivesse uma opinião formada e respeito, ele faz questão de primeiro condenar a própria pergunta. Ao que parece, os fariseus queriam saber de que forma eles poderiam divorciar-se. Jesus explicita que deveria ser buscado não a separação mas a união pois esta era a ordem divina desde o princípio (Gn 1.27; 2.24).
O texto de Gênesis 2.24 é bem contundente. Adão acabara de receber Eva das mãos de Deus e a cena ilustra uma verdadeira cerimônia de casamento. A noivo recebe a noiva e o juiz institui a união. Este versículo revela as palavras de Deus como oficiante do mais importante pacto entre os seres humanos. Esta é a grande chave para o entendimento da indissolubilidade do casamento: Pacto.
Percebam que por toda a Bíblia Deus compara seu relacionamento com seu povo através da analogia de um casamento. No Novo Testamento os noivos se convertem para Cristo e sua Igreja. Vejamos alguns exemplos:
Ezequiel 16 - Deus mostra a ingratidão do seu povo que retribuiu com idolatrias as bênçãos recebidas
Jeremias 3.1 - Deus usa de misericórdia e pede para seu povo voltar ao seu primeiro amor.
Oséias - O casamento do profeta com uma prostituta é usado como analogia para exprimir como Deus se sentia em relação ao seu povo.
Efésios 5.22-32 - “Grande é este mistério mas eu me refiro a Cristo e à igreja”
O casamento, assim como o plano de salvação, é um pacto instituído por Deus e portanto indissolúvel. Isso fica claro nas palavras do profeta Malaquias: “E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança.” (Ml 2:14 – grifos meus)
Por causa desta conotação de aliança divina é que Deus ordena: “…ninguém seja infiel para com a mulher da tua mocidade.” (Ml 2.15) “Pois o Eterno, o Deus Todo-Poderoso de Israel, diz: -Eu odeio o divórcio; eu odeio o homem que faz uma coisa tão cruel assim. Portanto, tenham cuidado, e que ninguém seja infiel à sua mulher.” (Ml 2.16 BLH) Jesus completa: “…o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.6b)

II. Exceções bíblicas para o divórcio

Já deve ter dado para notar que não há nenhum estímulo divino para o divórcio, muito pelo contrário, todas as exortações bíblicas giram em torno da manutenção do casamento. Aliás, lembremos que o primeiro milagre público de Jesus deu-se em uma festa de casamento (Jo 2.1-12). Mas, como disse Jesus, “por causa da dureza do vosso coração” (Mt 19.8) é que dois casos são apresentados como passíveis de divorcio. Vejamos:

A. Adultério (Mt 19.9)

Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério. (Mt 19:9) O adultério sempre foi abominável aos olhos de Deus. Nos Dez mandamentos entregue ao povo por intermédio de Moisés, Deus já ordenara sua lei moral: “Não adulterarás” (Ex 20.14; Dt 5.18). A lei civil do povo tratava o adultério como crime cuja pena era morte por apedrejamento (Lv 20.10, compare com Dt 22.21-24).
Na concepção de muitos cristãos, parece que Jesus endureceu muito mais esta lei: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.” (Mt 5.27-28) Muito embora haja a conjunção adversativa “porém” neste texto que parece indicar uma mudança da lei do Antigo Testamento para as palavras de Jesus, não é esta a melhor compreensão. A cláusula adversativa não contrapõe a Lei mosaica com o mandamento de Cristo mas sim a interpretação que os judeus davam para o que havia sido revelado no Antigo Testamento. Os judeus entendiam que suas mulheres eram suas posses assim como seus animais e que adultério só poderia ser cometido pela mulher. O homem, segundo a concepção deles, não adulterava ao ter relação com uma prostituta. O caso da mulher adultera ilustra bem esta mentalidade (Jo 8.1-11). A mulher havia sido flagrada em adultério (8.3-4) mas nada se diz do paradeiro do homem que com ela estava.
O verbo hebraico para exprimir a lei “Não matarás” é uma forma extremamente rara no Antigo Testamento que denota não somente “relação sexual ilícita” mas toda uma ética matrimonial. Jesus então explicou que o entendimento que os judeus tinham a respeito do assunto estava errado e trouxe a luz o verdadeiro espírito da lei divina, como ela sempre deveria ter sido interpretada. Jesus deixa bem claro: “qualquer que olhar”. Ou seja, qualquer um, e não somente a mulher é passível de ser enquadrado como adúltero. Jesus resgatou a lei veterotestamentária: “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.” (Lv 20.10)
Os prejuízos que o adultério traz para o casamento são incontestáveis: “O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa.” (Pv 6.32)
B. Abandono do lar (1Co 7.10-15)

Esta segunda exceção para a continuidade do casamento está relacionada a casamentos em que apenas um dos cônjuges é crente. Neste texto de 1Coríntios 7.10-15, Paulo tenta responder a respeito das dificuldades de um casamento misto. O jugo desigual não é desculpa para o divórcio: o marido cristão não deve abandonar a mulher incrédula (v.12) e a mulher cristã não deve abandonar o marido incrédulo (13) pois a presença de apenas um crente dentro do lar exerce uma influência santificadora sobre todos (14).
Mas os incrédulos não se sujeitam às leis de Deus e portanto podem querer se separar de seus cônjuges. Neste caso, explica Paulo, depois do cristão fazer tudo pela união e mesmo assim a parte incrédula insistir em abandonar o lar, “que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã;” (1 Co 7.15) Isto é, a parte abandonada estará livre para casar-se novamente.

III. O dever de Perdoar

A vida de casado não é nada fácil. Juntar duas pessoas que têm cultura, temperamento e educação diferentes não é uma das tarefas mais pacíficas. Somente Deus sendo a terceira dobra para o casamento não se arrebentar (Ec 4.12).
O divórcio não é obrigatório quando acontece o adultério. Principalmente se tratando de um casal cristão. Em primeiro lugar ninguém está isento da exposição às tentações. Embora tenhamos a santidade como alvo absoluto, não podemos nos achar livres de qualquer queda. Pensar estar de pé é o primeiro passo para a queda (1Co 10.12). Em segundo lugar, dificilmente somente um dos cônjuges é responsável pelo adultério. É claro que mais culpado é aquele que praticou o ato mas isso não isenta a outra parte de assumir sua parcela de culpa embora talvez pequena. Problemas como falta de diálogo, egocentrismo, falta de apetite sexual, impaciência e frigidez são as questões mais comuns que podem deixar um cônjuge enfraquecido diante da exposição a tentação de ter um relacionamento extraconjugal (Mt 5.32).
Já ouvi muitos crentes dizerem frases como. “Se meu cônjuge adulterar, não tem volta”. Tal atitude é estranha ao evangelho pois não foi este o tipo de amor que Deus sempre demonstrou por seu povo. Mesmo diante da infidelidade de Israel, Deus o atraiu com seu amor eterno (Jr 31.3). Nosso Senhor chamou pelo amor seu povo em adultério (Jr 3.1) e ainda o faz ao nos perdoar de nossos constantes pecados.
A atitude do marido ou da mulher traída deve ser antes de tudo perdoar. O divórcio não é uma carta branca para guardar mágoa, ira ou ressentimento. Independentemente da atitude a ser tomada, o cônjuge traído é obrigado por Deus a perdoar (Mt 18.32-33).
Devemos lembrar que esta luta pela preservação do casamento esta diretamente ligada a disposição do cônjuge adúltero de mudar de atitude. Se não houver esta disposição e continuamente houver adultério dentro do casamento, a parte fiel não pode ficar passiva. Aquele que consente em dormir com um adúltero impenitente torna-se igualmente adúltero.


Conclusão

“Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar.” (Mt 19.10) Esta foi a resposta dos discípulos ao ensinamento de Jesus sobre a inviolável instituição do casamento apontando o divórcio como um lamentável e esporádico recurso. Muitos em nosso dias diriam a mesma coisa ou algo parecido como: “Se eu não puder me separar mais tarde então prefiro não casar”. As estatísticas comprovam que realmente o mundo pensa assim.
Nós cristãos não podemos nos deixar levar pelo curso deste mundo (Ef 2.2). O divórcio não é a vontade de Deus para ninguém pois ele odeia o divórcio (Ml 2.16) e mesmo porque, superar a separação é tão ruim ou pior do que superar uma traição, por exemplo.

29 comentários:

Juliana disse...

Rev Fernando,


Muito bom esse estudo sobre o divórcio. Hoje as pessoas acham que o divórcio é algo "normal" qdo na verdade não é.
Abraços,


Juliana

Juan de Paula disse...

Amado Fernando,

muito bom e oportuno em época onde a família como instituição de Deus e mandato social está sendo muito atacada pela cultura secular e o divórcio em alta nas igrejas evangélicas.

Que Deus sustente nossas famílias.

REGIS disse...

CRÍTICA E UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE.
NÃO SE FAZ CONCLUSÕES ONDE NÃO EXISTEM AFIRMAÇÕES!NO TEXTO...

“que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã;” (1 Co 7.15) QUE SE APARTE É UMA COISA.CONCORDO, MAIS CASAR NOVAMENTE É INVENSÃO. O ENSINO DE PAULO NÃO FALA DESTA "AUTORIZAÇÃO QUE O COMENTARISTA FAZ! :"Isto é, a parte abandonada estará livre para casar-se novamente."???? O TEXTO NÃO FAZ ESTA AFIRMAÇÃO E NÓS TAMBÉM NÃO DEVEMOS ENSINAR O QUE NÃO TEM EMBASAMENTO BÍBLICO.

Anônimo disse...

Não creio nem um pouco no que aqueles que se dizem cristãos esatão falando, pois a religião tem acompanhado a evolução.Poucas pessoas ainda acreditam nas palavras de CRISTO quando disse:O CASAMENTO SOMENTE É DESFEITO COM A MORTE! A união da IGREJA com o ESTADO, trouxe e esta trazendo HERESIAS para dentro das IGREJAS, com o AVAL dos FALSOS pastores, que só se preocupam com o seu lado financeiro e nada mais. Multidões enlouquecidas, vivem em prostituições diversas. O homossexualismo não será motivo de expulsão das igrejas póis as mesmas estão apostatadas e o PODER do ESPÍRITO já não mais trabalha dentro dealas. OH! Senhor em teu NOME fiz isso e aquilo..Afastai-vos de MIM para o fogo ..pois não vos conheço..Disse JESUS!
Onde se esconderam os "irmãos " do MINISTÉRIO LEIGO,que sairam das IGREJAS ADVENTISTAS, por terem pregado contra a TRINDADE e o DÍZIMO? Pelo que sei muitos apostataram da fé, dando ouvido a doutrinade DEMÔNIOS. Pasmem, chegaram até a creditar o Profeta ELIAjá nasceu, lá no MATO GROSSO, fruto de um casamento Adúltero de uma Marta e um EX-pastor da Igreja Adventista do 7° Dia.

Anônimo disse...

fico muito triste, quando vejo o não entendimento da real vontade de cristo,o nosso mestre estava dando resposta a fariseus homens de coração duro! em hipoteses nenhuma ele aprova o divorcio e principalmente o recasamento, não existe no meio cristão homens de coração duro, a única condição de um novo casamento é com a morte de um dos conjujes(rm 7. 2-4)O casamento é uma instituição Divina, somente Deus pode separar, Jesus é amor e quem não ama não o tem e quem não o tem não sabe perdoar e portanto está fora do reino de Cristo. E quem tá fora do seu reino não entende a sua vontade. Quem separa de sua mulher e casa com outra comete adulterio.~Jesus não vai salvar quem ele não pode comandar.

Meire Curitiba disse...

Muito Oportuno esse assunto pois o
divorcio nas igrejas esta ficando cada vez mais comum, infelizmente é um assunto pouco falado dentro das igrejas, pois o divórcio tomou tamanha proporção no meio cristão que alguns preferem nao tocar no assunto, pois constrangeria a muitos cristãos, acho que deveria ser pregado mais sobre a seriedade do casamento(principalmente para os jovens cristãos que estão se casando cada vez mais cedo para não pecar durante o namoro) muitos cristãos estão torcendo a palavra para justificar tal ato, me casei e vivi 14 anos com meu esposo que era cristão,nunca imaginei que um dia iria passar por isso!!! foi muito doloroso e difícil para mim e para os amigos da igreja e do mundo que nos viam como casal perfeito, sempre acreditei e ainda acredito no casamento como sendo sagrado, meu esposo me traiu com uma mulher 22 anos mais jovem,e pior uma jovem que se diz Cristã.... e continuam a frequentar uma igreja, me mantive firme na palavra de Deus buscando sempre orientação espiritual de meus pastores e tambem na palavra de Deus,nao me envolvi com ninguem durante esse período, e ainda nao me envolvi,dois anos se passaram e não houve arrependimento, pois ele continua com a mesma pessoa, "quando ha arrependimento o pecado é deixado para tras", o meu perdão não o libera para continuar com o relaciomento adúltero,infelimente hoje estou divorciada, não por minha vontade, e tenho certeza que serei abençoada com um novo relacionamento dentro dos princípios de Deus, pois não cometi nenhum adultério, e não serei punida pelo erro do meu marido. Meu conselho: Não se divorcie, procure reconciliação, não permite que algo tão sagrado que Deus criou seja tão banalizado, se falta amor, peça a Deus que ele coloca novamente no coração, procure ajuda de seus lideres e pastores, é melhor obedecer do que sacrificar.....
Meire
15/11/2007

Anônimo disse...

Quando leio certos comentarios, fico de boca aberta! E realmente o FIM DO MUNDO! Ainda ontem, li um artigo, onde um determinado pastor passou a defender o adulterio baseado em Oseias, e muita safadeza! As pessoas estao brincando com DEUS, portanto quem quizer arrumar suas desculpas que arrenjem, agora usar a BIBLIA...e o fim!!

Anônimo disse...

Lucas 16:18/Marcos 10:11,12....."E ele disse-lhes: Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra adultera contra ela.E se a mulher deixar a seu marido e casar com outro adultera".....
O que eu tenho visto como ministro do evangelho é que muitos cristãos estão isolando versiculos das sagradas escrituras para justificar seus pecados,é uma pena que muitos estejam enganando-se a si mesmos.O Nosso Senhor JEOVÁ é o DEUS UNIÃO..... O Deus Desunião é o Diabo......João 8:47 ....."Quem é de DEUS escuta as palavras de Deus;por isso,vós não as escutais,porque não sois de DEUS...."

Anônimo disse...

Encontrei este artigo no google após digitar a seguinte pergunta: "Como perdoar uma traição no casamento cristão".Me encontrava em um momento de depressao. Sou casada há quase 8 anos eu e meu esposo somos cristãos, mas recentemente ele me traiu com uma garota, marcando encontros através de um site de relacionamentos. Ele já arrenpendeu e pediu perdão não só para mim (a Deus primeiramente), como também para nossos irmãos, eu como o amo e o respeito muito prontamente perdoei, mesmo depois de ter sofrido muito. Mas muitas vezes o inimigo tenta soprar coisas em em meu ouvido. Creio que Deus nos ama grandemente e permitiu que isso acontecesse para amadurecer nossa fé. Mas às vezes tenho tido alguns sentimentos ruins em relação a minha auto estima, me sinto insuficiente como esposa e mulher. Eu não conheço a garota, mas ao mesmo tempo tenho medo e curiosodade de conhecer, insisto com meu esposo para me mostrar pelo menos uma foto mas ele nao quer. Sei que com o tempo vou superar mas até chegar o determinado tempo passo por algumas crises. Mas, louvado seja o nome do Senhor, que em todos os momentos de nossas vidas tem nos sustentado, jamais devemos deixar de acreditar que o Senhor é conosco mesmo quando aos nossos olhos isso parece difícil ou impossível. Deixo um recado para voce que passa ou está passando por uma situação semelhante ou pior do que a minha: Jamais deixe de acreditar que voce é a menina dos olhos de Deus e que Ele te ama muito. Fiquem todos com Deus e oremos uns pelos outros com orações e súplicas no Espírito.

Rev. Fernando disse...

Fiquei tocado com seu relato. Se quiser, gostaria de me colocar a sua disposição. Me mande um e-mail: revfernando@gmail.com

LUCIA disse...

Tenho buscado conhecer os ensinamentos de Deus sobre o casamento/Divórcio.
Ainda tenho algumas dúvidas:
- O casamento comentado em diversas passagens se refere somente a união que teve a benção de Deus e/ou a qualquer união entre um homem e uma mulher?

- O divórcio comentado nestas passagens se refere as leis do homem? Ou seja, se houve somente o "casamento no Civil" e tendo havido a separação/divorcio, estão ambos em adultério?

Anônimo disse...

Por favor,
A determinação de não se divorciar do marido incrédulo também é válido para mim que apesar de já ser convertida acabei casando-me com incrédulo? Já estou casada há 5 anos, é realmente muito ruim não ter o marido convertido, mas o pecado será ainda maior se me separar não é? Amo meu marido mas às vezes acho que deveria separar porque ao casar pequei contra Deus, mas o jugo desigual era uma orientação de Paulo, mas o divórcio é MANDAMENTO e assim estaria pecando realmente contra as palavras de Jesus.
Por isso, estou certa de fazer tudo para manter o casamento, continuar seguindo a Jesus mesmo que meu marido ainda não acredite mas me ama?
Muito obrigado pela ajuda! Ficarei muito grata com a resposta, pois quase a totalidade dos artigos dizem respeito a quem converteu-se depois de casada, mas nada dizem daqueles que acabaram casando com incrédulo mesmo após a conversão, o que deverá ser melhor nesse caso, manter o casamento ou separar para não desagradar a Jesus?

Rev. Fernando disse...

Cara irmã
Creio que de fato você pecou quando casou. Por outro lado, não creio que você esteja em pecado em seu casamento porque entendo que não haja pecado que Deus não possa perdoar (somente o pecado contra o Espírito, que não é nosso tema aqui).
Levando isso em consideração, não vejo diferença de seu estado para o de outra mulher que se converteu depois de casada. Ambas devem perseverar para permanecerem casadas dando bom testemunho ao seu marido e ambas terão direito (e não obrigação)ao divórcio sob as mesmas circunstâncias: adultério e abandono do lar.
Já vi dezenas de casos de jugo desigual e a constatação que faço é que Deus usa o testemunho da esposa para levar o marido a Cristo. Como Paulo fala, ele é santificado por sua causa. Sei que o jugo é pesado mas não olhe para trás e sim para sempre: 1) Ore sempre por ele; 2)Procure mostrar em sua vida que o Evangelho torna você uma esposa ainda melhor; 3) Não faça da igreja uma fuga do casamento e nem permita que ela seja motivo de ciúmes para seu marido; 4) Não dê lições de moral nele e nem overdose de Bíblia. Responda ao que ele perguntar.
Mesmo sem conhecê-la, estarei orando por você e pela conversão de seu marido.
Me coloco a disposição para compartilhar suas dificuldades. Me mande um e-mail: revfernando@gmail.com

Anônimo disse...

Divórcio e Novo Casamento é o mesmo que adultério continuado.





Em inglês


Sem querer tomar atalhos ou evitar "ofender" pessoas que têm interesse pessoal no assunto, vamos direto ao assunto e vejamos o ensino cristalino do Novo Testamento sobre o assunto de Divórcio e Novo Casamento. Quando alguém quer se evadir de conclusões contundentes e dogmáticas, geralmente se diz que determinado assunto é "polêmico" (do Grego polemeo = guerra). Nosso apelo aqui é o seguinte: Vamos ficar em paz com a Palavra de Deus sobre esse assunto? Não há guerra alguma aqui, quando temos um espírito submisso à Palavra de Deus. Não tentemos forçar situações particulares sobre a Palavra de Deus, mas analisemos o ensino Bíblico.

Vejamos as sete passagens do Novo Testamento que lidam com o assunto e que categoricamente afirmam a indissolubilidade total do casamento enquanto o homem e a mulher dessa união estão vivos.

1. Mat. 5:32

"Porém, eu vos digo, que todo aquele que repudiar sua esposa, a não ser por causa de fornicação, causa que ela cometa adultério, e todo aquele que se casar com ela que é divorciada comete adultério."

Na Bíblia King James:

"But I say unto you, That whosoever shall put away his wife, saving for the cause of fornication, causeth her to commit adultery: and whosoever shall marry her that is divorced committeth adultery."

Explicação:

1.1 Notemos aqui que o Senhor Jesus Cristo está afirmando a indissolubilidade total do casamento enquanto o marido e a esposa estão vivos. Note que somente no evangelho de Mateus (Mat. 5:32 e Mat. 19:9) estão inseridas a resalva "a não ser por causa de fornicação" (note que essa é que é a correta palavra usada inclusive por João Ferreira de Almeida em 1693 pois vem do grego "porneia"), porque isso se aplica a situação peculiar dos Judeus. Veja no verso 5:1 a quem Ele estava se dirigindo: à multidão e aos discípulos. Essa foi a exata situação que inicialmente José pensou erradamente de Maria. Os fariseus, também, cometeram esse erro mas de forma blasfema em João 8:41, acusando o Senhor Jesus com sendo nascido de fornicação (porneia) e não de adultério (moicheia). Note que em Mat. 1:20 o anjo dirigindo-se a José, chamou Maria de "tua mulher" (ou esposa) embora o casamento não tinha sido celebrado e consumado, ou seja, eles ainda não tinham se tornado uma só carne, mas eram marido e mulher. Nesse caso, Jesus está dizendo que o casamento poderia ser cancelado, caso houvesse fornicação, situação na qual a pessoa está a um passo do inferno (1 Cor. 6:10, Judas 1:7, Ap. 21:8).

1.2 Note que a palavra não é o verbo comete adultério (moichao), que ocorre duas vezes no verso, mas propositalmente não é usada pelo Senhor Jesus para a exceção. Por quê? Teria O Mestre se esquecido? Teria Ele perdido essa oportunidade de ser claro, usando o triste fato do adultério para a desculpa do divórcio? Não. A palavra adultério não foi usada porque a exceção não se aplica aos que se tornaram uma só carne, mas aos que estavam em contrato de casamento (em Hebraico: 'aras ou kiddushin, em inglês: betrothal - Ex. 22:16, Lev. 19:20, Dt. 22:23, 28:30). Note que no mesmo evangelho (Mt. 1:18), Maria era desposada (Grego: mnesteuo) com José e não casada (gameo). É para esse caso especial, e apenas nesse caso dos Judeus, que Jesus está se referindo, porque o casamento não tinha se consumado. Nesse caso, o pecado é fornicação que quebraria o pacto do "esposamento" e não de casamento. É muito simples!

1.3 Note que Jesus começa sua argumentação com a conjunção adversativa PORÉM. Isso nos diz que há um contraste entre o que os Judeus queriam ouvir e o que Jesus estava ensinando. Se Jesus estivesse defendendo o divórcio após o casamento, não haveria nenhuma necessidade da conjunção adversativa PORÉM.

1.4 Note que a mulher ( parte chamada inocente) está divorciada, mas Jesus não reconhece nenhum divórcio, qualificando essa outra união de adultério.

1.5 Note a reação desesperada dos discípulos em Mateus 19:9. Vejamos:

2. Mat. 19:9-10

"Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, exceto sendo em caso de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar."

Na Bíblia King James:

"And I say unto you, Whosoever shall put away his wife, except it be for fornication, and shall marry another, committeth adultery: and whoso marrieth her which is put away doth commit adultery. His disciples say unto him, If the case of the man be so with his wife, it is not good to marry."

Explicação:

Notemos que esse homem casa com outra mulher (qualquer que seja a situação dela). É outro casamento, mas não vale nada diante de Deus. Essa nova união é considerada adultério porque obviamente o verdadeiro casamento continua em vigor. A reação desesperada dos discípulos e a réplica do Senhor Jesus Cristo, são uma das mais fortes evidências que o Senhor foi muito bem entendido quando negou totalmente a possibilidade de divórcio e novo casamento. Vejamos:

Os discípulos ficaram desesperados e se surpreenderam com esse altíssimo padrão de casamento. Em suas mentes, o divórcio e novo casamento eram sempre uma opção. A única dúvida que eles tinham era se podia ser por qualquer motivo ou apenas em caso de adultério. Quando Jesus fechou essas duas portas, eles ficaram pasmos. Para expressar a frustração, eles partiram para a apelação: de acordo com eles, seria melhor nem casar. Talvez eles estivessem dizendo que Jesus era muito radical, inviabilizando o casamento com essa "descabida" e altíssima exigência. O Senhor Jesus, então, ao invés de conceder a verdade como fazem esses pastores irresponsáveis que aconselham pessoas a se divorciar e casam divorciados, não cedeu um milímetro e afirmou que nem todos tem a competência espiritual para entender o assunto, mas apenas aqueles a quem foi concedido, ou seja, o problema não está no casamento e suas divinas implicações, mas no pecado de rebelião do homem que sempre corrompe o plano de Deus. Note que os discípulos distorceram o que Deus disse. Em Gn. 2:18, Deus disse "Não é bom que o homem esteja só...". Aqui os discípulos dizem que não convém casar. Creio que eles estavam usados pelo Diabo, exatamente como Pedro em Mat. 16:23, para distorcer a Palavra de Deus e desmoralizar o ensino de Jesus. O Senhor, como Autor do casamento, rejeita categoricamente a arrogância humana e reafirma a santidade da instituição divina. Note aqui outra coisa reveladora. Essa mulher, abandonada pelo marido que se envolveu em outro casamento (adúltero), é teoricamente a "parte inocente" como muitos querem. Todavia, O Senhor Jesus nos diz que ela não tem o direito de casar novamente. Se ela assim o fizer será adúltera também, porque esse outro homem que se casa com ela comete adultério. Ninguém comete adultério sozinho: "...e o que casar com a repudiada, também comete adultério."

3. Mar. 10:11-12

"E ele lhes disse: Todo aquele que repudiar a sua mulher e se casa com outra, adultera contra ela. E, se uma mulher repudiar o marido dela, e se casa com outro, ela comete adultério."

Na Bíblia King James:

And he saith unto them, Whosoever shall put away his wife, and marry another, committeth adultery against her. And if a woman shall put away her husband, and be married to another, she committeth adultery.

Explicação:

Notemos aqui a total ausência da exceção. Por quê? Porque o evangelho de Lucas foi escrito a Teófilo (Lucas 1:3), um Grego. A proibição absoluta do divórcio e novo casamento é cristalina. Note que o verbo "casa" está no aoristo. Ocorre uma ação no tempo (casa) que provoca, ou causa uma outra ação "comete adultério", que está no presente do indicativo. Uma ação no tempo (casamento com outra pessoa) provoca uma situação contínua no presente (comete adultério). Enquanto essa união permanecer, a condição de adultério permanece. No Grego, o presente do indicativo significa uma ação continuada ou o estado de uma ação incompleta (Greek New Testament, William Davis, p. 25). O presente do indicativo, portanto, é uma ação ocorrendo no presente, podendo ser tanto contínua (por exemplo: "eu estou estudando") ou indefinida ("eu estudo").

A proibição do divórcio e novo casamento é mais do que óbvia em todos esses sete versos sendo examinados. Continuemos a ver os quatro versos restantes abaixo:

4. Luc. 16:18

"Todo aquele que repudia sua esposa, e casa com outra, comete adultério; e todo aquele que casa com ela que é repudiada pelo marido, comete adultério."

Na Bíblia King James:

"Whosoever putteth away his wife, and marrieth another, committeth adultery: and whosoever marrieth her that is put away from her husband committeth adultery."

Explicação:

Novamente o verbo "comete adultério" está na voz ativa e no presente do indicativo.

5. Rom. 7:2-3

Porque a mulher que tem marido, está ligada pela lei ao marido dela enquanto ele estiver vivendo; mas se o marido morrer, ela está livre da lei do marido dela.

De sorte que, enquanto estiver vivendo o marido dela, se ela se casar com outro homem, ela será chamada de adúltera; mas, se morto o marido dela, ela livre está daquela lei; de modo que ela não é adúltera, ainda que ela se case com outro homem.

Na Bíblia King James:

For the woman which hath an husband is bound by the law to her husband so long as he liveth; but if the husband be dead, she is loosed from the law of her husband.

So then if, while her husband liveth, she be married to another man, she shall be called an adulteress: but if her husband be dead, she is free from that law; so that she is no adulteress, though she be married to another man.

Explicação:

Note aqui muitas coisa interessantes:

5.1. Essa mulher casa novamente com outro homem, estando o seu marido ainda vivo;

5.2. Essa mulher que casa novamente (não interessa o motivo nem a "legitimidade" atribuída pelos homens) com outro homem, não se livrou do fato que o seu legítimo marido (o primeiro) ainda é chamado de m a r i d o. Não existe isso de ex-marido na Bíblia. Isso foi inventado por pecadores para racionalizar o pecado de adultério. Somente esse argumento de que o legítimo marido ainda é chamado de m a r i d o, apesar da mulher estar divorciada e casada com outro, derruba por terra toda a tentativa inútil de dizer que a nova união é reconhecida por Deus. A nova união não é reconhecida por Deus, sendo a essa mulher aplicado o título de adúltera! Ela tem dois maridos! Veja o verso! Se o divórcio é válido e anula o casamento, então esse versículo estaria totalmente errado na sua afirmação, pois ele contradiz claramente a tese do divórcio e novo casamento, gerando um total descrédito na Palavra de Deus e lançando a inerrância na lata do lixo!

5.3. Ela será chamada (Grego chrematizo = considere-se avisada por Deus) de adúltera. Isso significa que ela está num estado de adultério, não apenas num ato de adultério isolado como querem alguns. Ela será chamada de adúltera! Esse é o título dela. Note que a situação de adúltera é válida enquanto o marido verdadeiro estiver vivo. Isso é uma tragédia muito triste, mas é o retrato que a Palavra de Deus apresenta acerca desse pecado!

5.4. Note que a condição é "enquanto ele estiver vivendo" e não "enquanto ele for fiel" ou "até quando eles se divorciarem" como querem os defensores do divórcio por causa de infidelidade.
· Infidelidade não quebra a união do casamento.
· Abandono não quebra a união do casamento.
· Divórcio não quebra a união do casamento.
Infidelidade abandono e divórcio trazem maldição e profanação para o casamanto, mas não quebra a união do casamento. Os dois cônjuges continuam uma só carne até que a morte os separem. É impressionante a fala dobre de pessoas inconstantes (Pv. 17:20; Tg. 1:8). Muita gente fala uma coisa, mas no fundo de suas mentes pensam de outra maneira. Na hora de aplicar, não agem de acordo com o que falam nos votos. O nome disso é hipocrisia. Não há uma só linha no Novo Testamento que dê base para quebra do pacto do casamento que não seja a morte. A única condição para o novo casamento é somente "se o marido morrer" e ponto final. É óbvio e cristalino...

Uma pergunta sempre surge: Qual o conselho que se deve dar para pessoas que se divorciaram e recasaram? Isso é um problema que cada um tem que resolver por si. Não creio que nenhum pastor deva se meter nessa questão, pois as pessoas que se meteram nessa confusão de novo casamento é que são responsáveis por seus atos e devem elas mesmas resolver o problema. Os princípios Bíblicos são esses aqui expostos, mas as pessoas é que devem elas próprias decidir. Isso parece duro, mas o fato é que depois que as pessoas estragaram as suas vidas, existe essa vontade de criar a válvula de escape que os outros que devem resolver e decidir por elas. Existe uma tendência de jogar o abacaxi nas costas do pastor. E depois se os problemas aumentam, e eles irão aumentar..., o pastor é o culpado. Nada disso! Quem se meteu na confusão é que são os culpados, eles é que resolvam. Cair numa armadilha de aconselhar divorciados é uma fogueira que todo pastor deve evitar. Pessoas divorciadas e recasadas não devem ser aceitas como membros, muito menos servir no ministério da igreja local. É duro, mas é Bíblico (1Co. 5:9-13; 6:10; Gal. 5:19-21...) Por isso as igrejas devem ter pesada carga de ensino sobre a família e concentrar o ministério em aconselhamento preventivo tanto para jovens como para casais (perigo: nunca deve se fazer aconselhamento misto: homem aconselha homem, mulher aconselha mulher...).

6. 1Co. 7:11

Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.

Na Bíblia King James:

"But and if she depart, let her remain unmarried, or be reconciled to her husband: and let not the husband put away his wife."

Explicação:

Caso haja separação entre marido e mulher, e essa é uma possibilidade e até uma necessidade em casos específicos, há somente duas opções:

6.1 Fique sem casar; ou

6.2 Se reconcilie.

PONTO FINAL. Nada de divórcio ou novo casamento. Note que para ela e o marido (note que há o artigo definido "o" também presente no texto Grego: "o marido" denota ser aquele o verdadeiro e único) se reconciliarem, é óbvio que ao marido também é terminantemente proibido recasar. Pessoas irresponsáveis, quando se divorciam, mal esperam secar a tinta do papel do divórcio humano, que nada vale para Deus, e já se aventuram em outro relacionamento (adúltero) fechando definitivamente, muitas vezes, a porta para a reconciliação. Isso impede a única solução Bíblica de restauração em caso de arrependimento. Notemos que no verso 15, a expressão "nos chamou para a paz" não tem nada a ver com recasamento, que obviamente seria uma contradição com o verso 11, mas fala do crente estar livre de qualquer culpa sobre as obrigações conjugais, caso o descrente o abandone.

7. 1Co. 7:39

"A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor."

Na Bíblia King James:

"The wife is bound by the law as long as her husband liveth; but if her husband be dead, she is at liberty to be married to whom she will; only in the Lord."

Explicação:

Note aqui que o advérbio de tempo "enquanto" ou a expressão sinônima usada "todo o tempo (Grego: chronos) que o seu marido vive". Aqui vemos que o assunto da ligação da mulher com o seu marido está submetido e transportado para uma única dimensão que é a do tempo, ou seja, não há nenhuma outra escapatória, nenhuma outra circunstância que anule esse casamento, durante o tempo em que o seu marido esteja vivo. Novamente, absolutamente nada sobre divórcio e recasamento, exatamente como em Mar. 10:10-11, Luc. 16:18, Rom. 7:3 e 1 Cor. 7:11! O divórcio com novo casamento, aliás, está diretamente chamando de MENTIRA o que esse verso diz, pois diz que que a mulher fica livre para casar com quem quiser durante "o tempo" que o marido vive (note novamente que há o artigo definido "o" no texto Grego, indicando que aquele é o único verdadeiro marido). A Bíblia declara que o casamento é indissolúvel até a morte de um dos cônjuges.

Conclusão:

O divórcio e o recasamento de qualquer mulher com outro homem enquanto seu marido esteja vivo, ou o casamento de qualquer homem com outra mulher enquanto sua esposa esteja viva, é ao mesmo tempo, uma blasfêmia contra Deus e uma situação de adultério continuado cometido por ambas as pessoas da nova união:

1. Porque quem recasa está declarando para todo o mundo que MENTIU ao fazer os votos dizendo "até que a morte nos separe".

2. Porque quem se divorcia e recasa está totalmente desmoralizado para com a próxima geração, destruindo a esperança de exemplo de santidade para com aqueles que nos seguem, em meio a uma sociedade corrompida e perversa.

3. Porque quem recasa destruiu, irremediavelmente, a figura indissolúvel do relacionamento entre Cristo e a igreja, comparados com o marido e com a esposa respectivamente (Ef. 5:24-25).

4. Porque a outra parte, mesmo que seja solteira (total insanidade e desperdício da própria vida de quem assim o faz), também comete adultério. Nesse caso, essa pessoa solteira que se casa com um divorciado, fica sujeita à uma situação de estrago terrível. Se continuar no relacionamento está em adultério. Se partir para outro relacionamento, é adultério também, pois estaria no segundo casamento. A pessoa solteira que casa com um divorciado (a) se submete à dívida do casamento, mas não está sob as bênçãos dele. A única solução é ficar solteiro (a) até que morra o ilícito cônjuge (a Bíblia chama-o de marido Jo. 4:18).

5. Porque ao pastor está terminantemente proibido ser divorciado (1Tim. 3:1-2). Ele é um exemplo para ser seguido por todos os membros da igreja (1Tim. 4:12, Tit. 2:7).

6. Porque quem recasa está desonrando a figura Bíblica da relação entre a lei e a morte (Romanos capítulo 7). A lei exige a morte. A única coisa que quebra a maldição da lei sobre o pecador é a morte. O crente morreu com Cristo (Rom. 7:4), por isso é que estamos livres da lei. Da mesma maneira, a lei do casamento exige a morte para ser cancelada. O divorciado que recasa, está blasfemando contra a Palavra de Deus, dizendo que o divórcio, não a morte, anula a lei. Isso destrói totalmente a figura que Deus estabeleceu na Sua Palavra para que entendamos o significado da morte de Cristo. Isso é um assunto muito sério! Isso de insistir no atalho do divórcio, é apenas uma maneira sutil de chamar Deus de mentiroso. Não existe atalho algum para anular a relação entre a lei e o pecador. Só a morte quebra essa relação! Só a morte quebra a relação entre o marido e a mulher! Recasamento seguido de divórcio é adultério continuado.






20 Argumentos errados usados para tentar justificar divórcio e novo casamento



1. A parte inocente tem direito de se divorciar e recasar.

Resposta: Errado! Primeiro: Não há parte "inocente" num divórcio. Há pecados de comissão e omissão. Há recusa em prover: o amor conjugal, o carinho, o cuidado, o afeto genuíno e muitas outras omissões que os olhos não vêm. Mesmo que não haja algo como citado, quando um casamento fracassa os dois falharam. Eles casaram por comum acordo. Segundo: ninguém tem "direito". Casamento é um privilégio, não um direito. Certas pessoas não recebem esse dom por vários motivos. Muitas casam tarde e outras pessoas ficam viúvas sem nunca mais casarem novamente, embora essa seja a única permissão na Bíblia para recasamento.

2. Certos casamentos não foram "feitos no céu". Nesses casos o divórcio é válido.

Resposta: Errado! Nenhum casamento é feito no céu. Todos são feitos na Terra. Deus sela essa união, quer seja dentro da Sua perfeita vontade ou não, quer seja feito entre crentes ou descrentes ou mistos (isso é pecado ver 2Co. 6:14). Todos aqueles que argumentam isso, nunca foram ao céu para ver se certo casamento foi feito no céu. Na verdade essa é uma desculpa que todos os que querem recasar irão usar como tolo escape, já que ninguém poderá contestar a validade desse argumento.

3. Todo casamento pode ser cancelado em caso de adultério.

Resposta: Errado! Não há uma só linha no Novo Testamento que prove essa afirmação. A Bíblia deve ser interpretada sob o ensino dispensacionalista. O Velho Testamento está em outra dispensação. Não há ensino trans-dispensacionalista (algo que esteja valendo para mais de uma dispensação como a pena de morte, por exemplo) sobre esse assunto. No Velho Testamento, o ensino era outro, como Jesus mesmo disse: "...eu PORÉM vos digo..." Nesse ensino, Jesus fechou totalmente a porta para divórcio e novo casamento, chamando-o de adultério.

4. Certos casamentos tem que ser desfeitos por causa de abandono.

Resposta: Errado! Se houver abandono, "fique sem casar" (1Co. 7:11). Isso é porque o casamento não é desfeito. Em 1 Co. 6:1-6, há uma terminante proibição em ir aos tribunais, e por consequência, de se divorciar. Isso é um pecado. É melhor sofrer o dano do que desonrar a Jesus Cristo, é o que Paulo diz. Em caso de abandono: fique sem casar, ou se reconcilie (caso haja condições com doloroso arrependimento, humilhação, perdão e restauração).

5. Em Mat. 5:32 temos a permissão para divórcio.

Resposta: Errado! A exceção não refere-se a adultério como O Senhor Jesus poderia mencionar claramente, se assim o desejasse. Note que a palavra usada por Jesus é outra. É fornicação. Isso se refere ao pecado de infidelidade durante o contrato de casamento, mas antes do casamento se consumar. Em 5 das 7 passagens do Novo Testamento que tratam do assunto, não há exceção alguma. Em Mar. 10:6-11 não há exceção alguma. "Todo aquele" significa qualquer um, sem exceção alguma. Em Lucas 16:18, não temos "se", "mas", ou "e". Se qualquer homem casa com uma divorciada, comete adultério. Em Rom. 7:2-3, temos o ensino claro e abrangente sem exceção alguma. Somente a morte quebra a ligação. Em 1Cor. 7:10-11, não temos nada de divórcio. Caso aconteça uma separação, restam apenas 2 opções: permaneça solteiro pelo resto da vida (ou até que a outra pessoa morra) ou que se reconcilie. Em 1Co. 7:39, só a morte quebra a ligação conjugal.

6. As escolas de Shammai (dovórcio só em caso de adultério) e Hillel (por qualquer motivo) devem ser consideradas.

Resposta: Errado! Isso não interessa:

1- Porque é tradição humana;
2- Porque mesmo que não fosse, pertence a outra dispensação;
3- Porque refere-se aos judeus e;
4- Porque O Senhor Jesus rejeitou ambas.

7. "Depois que uma mulher casa com um segundo homem não poderá voltar ao primeiro nunca, (Dt. 24.1-4)."

Resposta: Errado! Isso se refere à outra dispensação, a da lei. No Novo Testamento, essa reconciliação é ensinada em 1Co. 7:11. Isso, aliás, é a única maneira lícita dessa mulher poder viver maritalmente enquanto seu legítimo marido esteja vivo: é viver com ele. Lebremo-nos novamente para fixarmos: "enquanto estiver vivendo o marido dela, se ela estiver casada com outro homem, será chamada adúltera..." (Rom. 7:3)

8. "O expediente de exigir de uma mulher recém-convertida, que já passou por duas (ou mais) uniões, que volte ao primeiro marido é tristemente antibíblico - só faz desgraça."

Resposta: Errado! Desgraça é viver em adultério continuado. O marido dessa mulher é o primeiro. Note novamente Romanos 7:3: "enquanto estiver vivendo o marido dela..." Note que nas duas vezes que esse homem é citado há um artigo antes. Ou seja, ele é O marido. Essa mulher recém convertida do exemplo, que vive com outro homem que não o seu primeiro (o) marido (o único que é o verdadeiro marido), está cometendo (presente do indicativo) adultério. Ninguém vai "exigir" nada de ninguém. A Bíblia deve ser pregada e as pessoas é que são responsáveis diante de Deus e pelas consequências de seus atos. Ela tem duas opções: Ou se reconcilia com o verdadeiro marido, ou fica como solteira (1Co. 7:11). O que não pode, é pessoas em situação de adultério, serem aceitas como membros de igrejas, ou exigirem membrezia, ou participarem do ministério das mesmas em pé de igualdade com famílias Biblicamente constituídas, que lutam com unhas e dentes para preservar a santidade do casamento para colherem as bênçãos para si, para a igreja e para a próxima geração. Isso sim é que seria um rebaixamento, desastre e desgraça para a instituição da família, e Deus sabiamente deixou isso bem claro na Bíblia. Outra falácia do enunciado é o uso da situação aplicada à "recém convertida". Desgraça seria para esse primeiro marido dessa mulher que poderia (hipoteticamente) estar esperando a reconciliação, mas vê a sua mulher vivendo com outro, e ainda ser aceita por uma igreja que diz crer na Bíblia. A falácia está em trazer a emoção para dentro do debate e apelar para se ter compaixão (ninguém ousaria negar esse sentimento) da pessoa nova convertida para reforçar o argumento do recasamento. Pecado, entretanto, é sempre pecado, não importa se ele é cometido há 30 anos ou se o é por uma "recém convertida".

Jesus, a compaixão em pessoa, confrontou claramente o adultério da mulher Samaritana em Jo. 4:18. Se o divórcio e novo casamento fossem válidos, por que O Amoroso Salvador mencionou o fato da pobre pecadora ter tido cinco maridos? Simples! Porque ela cometeu vários adultérios. Ela se casou com cinco deles. Note que um dos homens não era marido, ou seja, o homem com o qual ela estava convivendo não era fruto de casamento, mas é claro que todos os relacionamentos (exceto o primeiro - é evidente que ele era o marido) foram censurados pelo Mestre. Se o recasamento fosse endossado pelo Senhor, ele teria apenas dito à mulher que se casasse com o seu amante e tudo estaria resolvido... Todavia, Jesus não fez isso, mas a repreendeu pelo fato dela ter cometido vários adultérios, trazendo à tona o passado imoral dela. Na sempre mutante e corrupta lei dos homens, existe a inconstância das "emoções" ou a "prescrição" porque algo aconteceu, ou tem acontecido há muito tempo, mas não nos princípios imutáveis da lei de Deus.

9. A exceção deve ser considerada como adultério em Mateus 5:32 e 19:9.

Resposta: Errado! A palavra da exceção é fornicação (usada 1 vez em cada verso) e não adultério (usada 2 vezes em cada verso). O contexto imediato desses dois versos deve ser respeitado como um fator guia e levado em consideração para ser interpretada corretamente uma certa palavra e para que o sentido no verso seja entendido. Em Mateus 5:32 e 19:9, dois termos diferentes são usados e justapostos, de forma que não se pode negligenciar nem negar. A palavra fornicação (porneia) é diferenciada do verbo adultera (moicheo). Palavras diferentes significam coisas diferentes! A exceção se aplica ao contrato de casamento que era uma situação peculiar dos Judeus que é o destinatário imediato desse evangelho. Por isso é que só o evangelho de Mateus (escrito para os Judeus) é que traz essa explicação extra. Será que Deus iria se "esquecer" dessa vital exceção nos outros 5 versos em que o assunto é tratado? Absolutamente não! Se Ele não colocou a exceção em caso de adultério, é porque ela não existe! O ensino é cristalino nos outros versos onde a proibição absoluta de recasamento enquanto o cônjuge original esteja vivo é claramente ensinada. Não há divórcio e novo casamento permitido em nenhuma parte do Novo Testamento. Não há recasamento permitido enquanto o cônjuge original esteja vivo. Essa relação é chamada de adultério.

10. Um casal que já era divorciado e casado novamente, ao se converter e confessar seu pecado, pode ficar unido e ser aceito como membros, pois tudo para trás está perdoado e "tudo se fez novo..." 2Co. 5:17.

Resposta: Errado! A lei conjugal não muda em nada quando uma pessoa se converte. Se essas duas pessoas se converteram, elas têm a obrigação de parar de cometer adultério continuado. A doutrina do arrependimento (Grego: metanoeo) diz que acontece uma mudança de mente, atitude e de comportamento quando uma pessoa é verdadeiramente salva. A expressão "tudo se fez novo" não tem nada a ver e não pode ser distorcida de maneira alguma para justificar situações pecaminosas após a conversão, muito pelo contrário! "Tudo se fez novo" nos ensina que a pessoa foi regenerada (nova criatura) e que houve uma mudança radical nos valores, crenças e atitudes. Suponhamos que um ladrão tenha em seu poder uma conta milionária fruto do seu furto. Ao dizer que se converteu, ele se recusa a devolver o dinheiro apelando para o "tudo se fez novo" do verso acima, vivendo esplendidamente. Isso seria uma afronta e não provaria conversão alguma. Esse é exatamente o mesmo caso do casal que se converte estando a viver em adultério sem querer a adotar solução Bíblica de reconciliar com o verdadeiro cônjuge - caso possível - ou ficar solteiro (a) - sempre possível.

Justamente porque uma pessoa foi perdoada, ela não tem o direito de continuar no pecado. (Romanos 6:1-2 aborda essa exata situação: "Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum..." O perdão lava os pecados passados, mas não dá licença para pecar no futuro (1 Jo. 3) Portanto, um casamento adúltero tem que ser terminado. Pecado continua pecado independente se foi antes ou depois da conversão.

Outra prova que o casamento não se dissolve com o divórcio: Note que Mateus, Marcos e Lucas referem-se a Herodias como a mulher de Filipe mesmo quando ela estava casada com Herodes. Note que Filipe ainda estava vivo, pois, segundo estoriadores Judeus, Filipe morreu 4 anos após a prisão de João Batista. Vejamos as referências:

"...Mulher de seu irmão Filipe..." (Mat. 14:3)

"...mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela." (Mar. 6:17)

"...Herodias, mulher de seu irmão Filipe..." (Luc. 3:19).

A condenação por João Batista era por causa de dois fatores:

1. Isso era adultério, pois ela era mulher de Filipe; e
2. Isso era incesto, pois era um relacionamento próximo, proibido terminantemente em Lev. 18:16.

11. A expressão "nos chamou para a paz" 1Co. 7:15 dá permissão para o recasamento.

Resposta: Errado! Nada se fala nesse verso sobre recasamento. A paz ali mencionada refere-se ao estado de não se estar mais sob as obrigações conjugais (Nota: obrigação conjugal é diferente de união conjugal - a união permanece até a morte). Nesse caso, após pedir perdão a Deus e aos homens, não se deve sentir culpa, pois houve tentativa de reconciliação sem sucesso, restando então, a única outra alternativa que é "fique sem casar" (permanecer como solteiro) até a morte do cônjuge (1Co. 7:11, 39).

12. Em 1 Co. 7:27-28, para os que estão livres, ou seja, divorciados, há a permissão de se casar novamente: "se te casares, não peca..."

Resposta: Errado! Nada se fala nesse verso sobre recasamento de divorciados. É mais do que óbvio que a expressão "livre", aplicada ao casamento, se refere aos viúvos! Veja em Rom. 7:2-3 em em 1Co. 7:39 como a palavra "livre" é usada apenas quando morre o marido. Notemos novamente em 1Co. 7:8-9, que somente os viúvos (as) e os solteiros (as) é que são as únicas pessoas qualificadas para se casarem.

13. A pessoa que casou novamente não pode mais se reconciliar com o primeiro cônjuge, pois vai ter que se divorciar do segundo cônjuge o que contraria 1 Co. 6:1-8.

Resposta: Errado! Esse segundo casamento nada vale diante de Deus, pois é considerado adultério. Se os homens o consideram erradamente de casamento, e um "divórcio" de acordo com as leis humanas é necessário para cancelá-lo, isso não viola 1 Co. 6:1-8, pois uma situação pecaminosa (que nunca deveria ter ocorrido em primeiro lugar) está sendo corrigida e não criada. Nos países onde a abominação do "casamento" de sodomitas é feito, quando há a conversão de qualquer um dos dois, o "divórcio" tem que ser feito imediatamente. Isso é o resultado da iniquidade de homens pecadores que usurpam sua posição de autoridade para blasfemar de Deus e da família.

14. O verso "Cada um fique na vocação que foi chamado", permite que o divorciado e casado novamente fique com o seu novo cônjuge quando se converte.

Resposta: Errado! Pela sadia Hermenêutica (interpretação da Bíblia pela própria Bíblia) sabemos que um verso não claro tem que ser olhado e iluminado pelos outros claros que lidam e ensinam sobre o mesmo assunto, sejam em passagens remotas ou próximas. Isso chama-se Princípio do Contexto. Outro princípio diz que a unidade, verdade e fidelidade de Deus, garantem que uma passagem na Sua Palavra não pode contradizer outras passagens. Isso chama-se Princípio da Concordância. Quando se interpreta uma parte das Escrituras de uma maneira que contradiz alguma outra parte das Escrituras sobre o mesmo assunto, sabemos que essa interpretação é errada. Quando uma correta interpretação é feita em qualquer assunto, ela não irá contradizer toda interpretação que possivelmente seja feita em alguma outra parte das Escrituras sobre o mesmo assunto.
Portanto, vocação (1Co. 7:20) ou estado (1Co. 7:24) não pode de maneira alguma se referir à situação de divórcio e recasamento, pois entraria em contradição com:

1- O verso anterior, 7:11, que só menciona as duas opções para os casados que se separaram: reconciliação ou fique sem casar;

2- O verso 7:39 que diz claramente que a mulher só fica livre "se falecer o seu marido" (singular e ainda acompanhado do artigo "o". No Grego: "ho anér").

3- Os dois versos em Romanos 7:2-3 que confirmam claramente o rompimento do casamento somente em caso de morte.

4- Os outros versos em que negam totalmente essa possibilidade.

5- O princípio Bíblico da restituição, no qual ao se arrepender, um pecador, deve devolver aquilo (nesse caso a mulher do próximo - Ex. 20:17 - ou outra que não a esposa) que não lhe pertence (Ex. 22:3-12; Lc. 19:8; Filem. 1:18), e ficar disponível para o legítimo cônjuge a quem pertence.

"Vocação em que foi chamado" se refere claramente ao caso do casal no qual um dos cônjuge se converteu e o outro não. Essa foi a pergunta dos Coríntios. Paulo está dizendo que a conversão de apenas um cônjuge não é motivo para se separar, porque a lei conjugal não muda em nada, quer seja antes, quer após a conversão. Se a parte descrente consente em preservar o casamento, não se deve separar (vs. 12 e 13). Se a parte descrente se rebelar contra o casamento, que fique sem que casar (v. 11). Nada sobre permissão de casar novamente. Isso só pode acontecer com viúvos que são os que ficaram "livres de mulher" (v. 27).

Ficar com o novo cônjuge, ao mesmo tempo que o legítimo cônjuge ainda esteja vivo, seria adultério continuado. Certas pessoas nem pensam nas implicações gravíssimas de suas tolas argumentações:

1. Uma prostituta poderia interpretar da mesma maneira, ela alegaria que poderia viver na "vocação que foi chamada".

2. Um sodomita poderia interpretar da mesma maneira, ele alegaria que poderia viver na "vocação que foi chamado".

3. Um fornicário, que tem relações continuadas com uma mulher sem ser casado, poderia interpretar da mesma maneira, ele alegaria que poderia viver na "vocação que foi chamado".

É claro que sabemos que nenhuma dessas pessoas iníquas mencionadas, poderá herdar o reino de Deus (1 Co. 6:10), ou seja, são perdidas, independente do que aleguem sobre ter se convertido. Essa racionalização é exatamente o que o apóstolo Judas falou em Judas 1:4 sobre heréticos que "...covertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus..."

15. O verso em 1 Tim. 3:2: "marido de uma mulher" aplicado ao bispo e diáconos (1Tim. 3:12), sugere que membros da igreja podem ter um padrão inferior e ser divorciados e recasados.

Resposta: Errado! Porque:

1. Isso seria aceitar e ser conivente com adultério na igreja;

2. Isso negaria que o bispo seria um exemplo dos fiéis;

3. Deixa a porta aberta para a poligamia;

4. Isso não é baseado nem no ensino claro e objetivo das Escrituras, nem na exegese sadia, mas na areia movediça de sugestões, inferências e conjecturas, que contradizem frontalmente o resto dos versos sobre o assunto; e

5. Isso poderia ser usado como desculpa para membros adotarem padrões inferiores quanto a serem dados ao vinho, ou avarentos ou todas as demais qualificações do bispo. Todas elas devem ser as qualificações de todos os membros da igreja também!

16. O voto mais recente (o voto do novo casamento) tem que ser mantido.

Resposta: Errado! O voto mais antigo é que tem que ser mantido! Esse voto do novo casamento viola totalmente a Palavra de Deus e é, de acordo com o Senhor Jesus Cristo, chamado de adultério, pois o primeiro casamento (e seu respectivo voto) continua em vigor! Não se pode fazer um novo voto, contrariando (Rom. 1:31 diz sobre os réprobos: "infiéis nos contratos") o primeiro voto! Essa racionalização humana, levada ao óbvio extremo dos irresponsáveis, deixa a porta aberta para libertinos (e como eles são muitos...) casarem tantas vezes quanto queiram, zombando da instituição do casamento, pois alegam: "o voto mais recente tem que ser mantido..." A Palavra de Deus está acima da palavra do homem, que se torna mentiroso (Rm. 3:4) quando não cumpre os seus votos (Prov. 20:25 Sal. 22:25; 50:14; 61:5-8; 66:13; 116:14, 18; Ecl. 5:4-5, Is. 19:21). Consequentemente, esse voto tolo (ver um voto abominável em Jer. 44:25) do recasamento, é pecaminoso e uma afronta contra Deus. Ele não tem valor algum, e deve ser quebrado imediatamente para não se continuar em adultério.

17. "Isso tudo é uma bobagem: um divorciado deve ele mesmo orar para saber se Deus quer ou não que ele case novamente."

Resposta: Errado! Essa tolice e hipocrisia sem tamanho é uma pura mentira, que quer colocar a decisão final nas emoções e vontades humanas, ao invés de na Palavra de Deus. Não se deve orar por aquilo que Deus já revelou claramente em sua Palavra. Isso é uma desculpa para pecar, exatamente como Balaão fez.

18. "Devemos pedir um sinal a Deus para saber se Ele quer ou não que alguém case novamente após divórcio."

Resposta: Errado! Isso de pedir sinal é uma incredulidade e um desrespeito contra Deus e à Sua Palavra. Novamente: Não se deve orar por aquilo que Deus já revelou claramente em sua Palavra. Isso é uma desculpa para pecar exatamente como Balaão fez.

19. "Não se deve romper um segundo casamento para retornar para o cônjuge original (1 Co. 7:10-11)."

Resposta: Errado! Esse verso fala exatamente de reconciliação com o cônjuge original! Nada se fala de se endossar um segundo casamento: Isso seria adultério! É justamente essa situação imoral e adúltera que Paulo está terminantemente proibindo!

20. "O segundo casamento não deve ser desfeito porque os filhos dessa união fruto do divórcio e recasamento não merecem sofrer (1 Co. 7:10-11)."

Resposta: Errado! Em primeiro lugar, esse argumento é um tiro pela culatra porque se houver filhos do legítimo casamento (primeiro), eles é que não deveriam sofrer! A questão todavia, não é quem merece ou não merece sofrer, pois quando há divórcio sempre há sofrimento. A questão é o que a Bíblia ensina: Divórcio e novo casamento é adultério. Em segundo lugar, o relacionamento marido-mulher (eles são uma só carne até a morte) é sempre a prioridade. Em terceiro lugar, nada justifica uma situação de adultério continuado nem mesmo o sofrimento de filhos dessa união. Deve-se destacar que a responsabilidade dos pais permanecem.



Para uma pessoa que professa ser nascida de novo e que vive numa situação de divórcio e novo casamento ler e meditar:

"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade."

Mateus 7:22-23

Osiel Dias disse...

claro e objetivo, assim está posto este estudo, que Deus te dê a cada dia a porção necessária de sua palavra

Anônimo disse...

hum isso é muito bom osiel parabéns gostei muito


beijos amigo

Letícia santos

Anônimo disse...

sou crente vivo com minha esposa,que tambem é crente,ele demostrar ser fiel no sentido sexula ,porem ,nao me respeita,me trata muito mal,fala mau dos meus parentes ,quer degrinir minha imagem na rua,nao me entende,nao me escuta,so quer ser dona da verdade,so quer do jeito dela ,ela pensar que ter marido é para fazer tudo por ela assima de pau e de pe perda,me fala palavras de baixo escalao ,estou muito triste em conviver com ela pois ,nao mereco ser interpretado e tratado desssa maneira ,até meus amigos me dao conselho para mim se separar pois o jugo é muito desigual ,o que fazer?ainda por qual quer besteira me quer me espulsa de dentro de casa,fazendo o pior horror,estou muito infeliz ,e tenho a certeza de que como crente fiz uma pessia escolha.

Anônimo disse...

Realmente o assunto difundido mediante o divórcio esta bem ulucidado, mas tenho um preocupação por aqueles que por longos anos sofrem com seu conjuge :como depressão, falta de afeto , falta de alibido e de outras particulariades mutuas entre si ou seja vivem como eu vivi infeliz e de aparencia o que tambem é pecado, pregar o que não se vive e viver o que não se prega por ventura nãp é pecado tambem ?fui e tentei tudo o que possa se imaginar para salvar meu casamento por 15 anos e quando pensei que aquentaria mais fui despachado pela minaha esposa e entreiem um divorcio .Mas quero dizer que da mesma maneira que DEUS deu perdão a uma adúltera ele senhor de todas as coisas e que não pensa como nos ou age como nos ele tem perdão para muitos divórciados e não dispensaria estas pessoas para o inferno visto que o seu sangue purifica qualquer um de qualqer pecado .Não sou a favor do divórcio fora dos parametros biblicos mas diz a Biblia :
Mt.7v2
Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês

Anônimo disse...

Bom pessoal, segundo o anônimo, não existe em hipótese nenhuma a liberação por parte da bíblia de divórcio. então como fica tais personagens:

1) Abraão vai pra cama com a escrava e gera um filho com ela?

2) Jacó se casa 2 vezes, portanto tem 2 esposas e leva de brinde mais 2 mulheres que são as escravas das esposas. e gera 13 filhos com as 4 mulheres.

3) Davi, teve mais de 7 esposas, e com 1 agravante: foi pra cama com uma mulher casada, depois, planejou a morte do marido dela, e depois da morte do marido, a tomou como esposa.

4) Salomão tomou por mulher a filha de faraó. Depois teve 700 esposas (princesas) + 300 concubinas, totalizando 1000 mulheres.

É senhores, só deixei alguns exemplos, porém há mais destes casos no Antigo Testamento, se formos na linha que o nosso amigo declarou neste site, não vai sobrar ninguém diante do trono branco. Nem mesmo os amigos de Deus.

E para finalizar este assunto tão controvertido, faço lembrar, que todos os pastores do Brasil, ensinam que devemos respeitar e obedecer as leis vigentes. Por exemplo: pagar impostos, tributos, sem exceção. Hora a regra é a mesma no caso do divórcio, pois o congresso nacional aprovou a lei. E a igreja que defende obediência em pagar tributos, tem que defender a obediência no caso do direito de divórcio.

E não venham me dizer, que não irão obedecer esta lei, porque ela viola a lei da Bíblia. Pois se a Bíblia é superior em questão de lei e autoridade, vai ficar pior pra muita gente que é cristã, pois a Bíblia declara como pena para o adultério, a pena de morte.

E vocês sabem muito bem disso, que no Brasil nenhum pastor ou sacerdote obedece a Bíblia neste quesito. Aliás na lei brasileira o adultério é crime. Nunca ví nenhum pastor levar à delegacia um casal acusado de adultério. Por que será que neste País só se obedece as leis que convém, tanta as leis nacionais, tanto as leis da Bíblia?

e para fechar com chave de ouro, na Bíblia existe um mandamento que diz que: se uma mulher for estrupada, deverá casar com o estrupador.
E aí gente, ficou bom agora?

Tem muita gente que gostar de legislar e defender leis. Gosta de ser deus.

paro por aqui, vamos vê como se saem os doutores da lei desta era moderna.

um abraço.

carlos coutinho disse...

QUEM CASOU DE NOVO (com o conjuge ainda vivo) ESTÁ EM ADULTERIO PERANTE DEUS E VAI PARA O INFERNO !!!(coutinhocarlos@ig.com.br)

No ultimo comentario a pessoa não demonstra que sabe da biblia.O colega pega versiculos isolados;todas essas pessoas que pecaram, pagaram o seu preço e pagarão, quando TODOS nós prestarmos contas a DEUS. DAVID que era da linhagem de Jesus cometeu o crime arrebatando BATESEBA mulher de URIAS,só que DAVID pagou um alto preço e foi perdoado por DEUS, mas após pagar o preço.Na biblia em nenhum lugar DEUS dá a oportunidade para novo casamento.CASOU está CASADO (a) só pode casar de novo se o conjuge FALECER.DEUS e JESUS deram vários exemplos que casamento é um só (A mulher do poço (samaritana) João 4)
Todas essas perguntas desconexas que foram colocadas acima, é facilmente rechaçada pelo NOVO testamento, onde tem que ser praticado na integra por JESUS, E QUEM SE CASOU DE NOVO,(com o conjuge ainda vivo) ESTÁ EM ADULTERIO perante DEUS e vai para o INFERNO! Glorias a DEUS e a JESUS! viva a DEUS É AMOR. coutinhocarlos@ig.com.br

Anônimo disse...

Paz a todos....
Sou casado a 12 anos....fui traído e acabei descobrindo....acabei retribuindo na mesma moeda e paguei muito caro, sofri toda disciplina na igreja, vergonha de ser o causador e o causado referente ao adulterio, passei por muita dor, liberei perdão, revi meus conceitos e percebi meu erro e com muitas dificuldades comecei a mudar,se passaram dois anos e nestes dias descobri que esta acontecendo de novo...sou um homem de Deus, fui resgatado das trevas, não sei o que fazer neste momento doloroso....

neto.venceslau disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
neto.venceslau disse...

fui casado por seis anos, tenho uma filha com minha ex, eu trabalhava a noite quando casado, foi uma ótima oportunidade que ela infelizmente teve para me trair e o pior não foi so com um amante, quando pequei ela com um dos caras tive muita vontade de matar os dois, mais Deus me deu muita força, não toquei nem um dedo neles. Nunca mais depois disso coabitei com ela, com quadro meses de separação conseguir o divorcio, e não me arrependo do divorcio, mais sim do casamento, o único conforto que tenho é minha filha, eu só sei que todas as pessoas que fala que não pode divorcia, muda de opinião quando são traidas, não sou obrigado por Deus continuar casado, o jugo Dele é leve, mas o do homem é muito pesado. Se seu casamento for de Deus, ele não vai permitir que se quebre a aliança. Mas se Deus não uniu Ele não garante, O que Deus uniu, não separa o homem, Mais a pergunta que deixo no ar é o seguinte e se for o homem que uniu pode ou não divorciar no caso de traição, Ele não aprova o divorcio, mais não obriga vc que foi traido continuar casado, imagina vc casado(a) e ele(a) transando com outro(A) e vc é obrigado continuar casado com uma pessoa que não é mais sua mais de todo mundo, que maldição de casamento unido por Deus é esse, na realidade foi unido por vc mais não por Deus, perdoa é licito mais aceitar o erro é tolice .

Anônimo disse...

Fui traída e descobri a uns 4 anos. De la pra cá a minha vida se resume em " tentar perdoar". Como eu queria que fosse fácil...Na mesma proporção em que vc fala "vc deve perdoar". Eu vivo procurando estudos bíblicos pra me apoiar e conseguir continuar nessa caminhada terrivelmente dolorosa. Eu quero obedecer a Deus, mas tbm queria ser feliz....

Anônimo disse...

Bom,o que eu já li na Bíblia toda é que Deus não aprova, não fica feliz, digamos assim, com o divórcio, separação e muito menos recasamento. Não penso que Deus não aprova porque ele é carrasco, está com um chicote na mão pronto a nos castigar, ou porque gosta de nos ver sofrer, creio que ELE apenas quer nos proteger de consequencias.
Nunca vi escrito em lugar algum na Palavra de Deus que o crente pode se divorciar, separar, e casar-se novamente. Só viúvos podem, e assim mesmo, o conselho é que seja NO SENHOR.
A humanidade tem caminhado na direção de suas próprias satisfações, de sua "felicidade" como diz uma pessoa que fez um comentário acima.
A igreja parece querer caminhar numa estrada larga, fácil, tranquila e de muita felicidade, e não foi isso que Jesus Cristo afirmou. Ele disse que o caminho é estreito e dificil.
Dificil porque vamos ter que abrir mão da nossa vontade, da nossa tão almejada felicidade, baseada na expectativa criada em pessoas e situações.
Estreito sim, porque precisa renúncia, precisa fidelidade, precisa submissão, precisa amar a Deus sobre todas as coisas, sobre todas as pessoas.
Meu coração doi quando olho pra minha igreja, cheia de casais separados, divorciados, recasados, filhos sem rumo, sem referencia do que é uma familia. E eu creio no perdão que Deus dá sim, a TODOS, inclusive os adúlteros, mas... quando Jesus falava com aquela que foi pega no ato do adultério, foi por ele perdoada, mas ele falou algo mais..." Vá e não peques mais..". Era pra ela abandonar o pecado, deixar de pecar.
A bíblia é muito clara.
Oro a Deus pra que de a visão correta aos nossos líderes, e que caiam as escamas dos olhos da igreja, em nome de Jesus!

Anônimo disse...

É muito difícil falar sobre este assunto, principalmente porque a bíblia não deixa nada específico, se olharmos as duas correntes que a firmão coisas totalmente contrarias, as duas parecem ser verdadeiras, mas a verdade é uma só, queria que tivesse um capítulo na bíblia que falasse só sobre a vitima de adultério...
Os cristãos hoje em dia acham que a bíblia é clara, mas se fosse tão clara, não teriam inúmeras religiões falando coisas totalmente contrárias umas das outras, até mesmo nas evangélicas... Claro que o mais importante é amar a Deus e ao próximo como a si mesmo, é o principal mandamento, que poucos conseguem, até porque a própria bíblia fala que todos os mandamentos se resumem nesse, mas para aqueles que como eu querem agradar a Deus acima de tudo, e que não querem viver em pecado, falar sobre a exceção em divórcio é muito importante...
Eu me casei com 18 anos, ele tinha 20 anos, ele tocava guitarra no ministério de louvor e eu cantava, dava aula para adolescentes e crianças, liderava o grupo de dança e tocava bateria nos cultos de domingo pela manhã.
Sempre tentei ser o mais fiel possível a Deus, mas sabia que todo o meu esforço nunca chegaria aos pés do que Cristo fez por mim na cruz... Voltando um pouco antes de me casar, sempre tive muitas lutas na minha vida, coisas que as pessoas costumam passar, como fome, problemas na família, principalmente depois que os meus pais se divorciaram( eu tinha 10 anos de idade), com 11 anos saí da religião que eu era e que frequentava com minha família desde que eu nasci (Mórmon), e comecei a frequentar a Quadrangular, uma das pessoas que me ajudou na minha conversão foi o meu ex-marido, que era naquela época meu melhor amigo, bom, muita coisa ruim aconteceu na igreja, os líderes acobertavam os erros dos ministros de louvor e de outros grupos, uma coisa que me decepcionou uma vez, foi quando fui falar com o líder da mocidade, pois o baixista tinha ido morar na casa da namorada e estavam tendo uma vida de casados, mas ele pouco se importou e disse que depois ia conversar com ele,resumindo ele não vez nada, em vez de afastar o rapaz por um tempo e tratar do problema, ele preferiu ignorar... Aconteceram várias outras coisas do gênero e que até hoje acontecem...

Anônimo disse...

Na minha casa, minha mãe não sabia como lidar comigo e com meus irmãos, então toda hora ela surtava e rogava praga para mim e meus irmãos, dizia que não iria morrer sem ver nós sofrendo, mas a situação piorou depois que ela engravidou, aí meu padrasto foi morar conosco, bom, aí ela enlouqueceu de vez... Eu tinha 16 anos quando comecei a namorar, ela sempre foi contra, mas como a vida dela era toda errada e meu namorado era pobre e ela não gostava, eu ignorei... Quando uma vez eu estava de castigo e não podia sair de casa, nem para ir a igreja, meu noivo foi falar com ela, para que eu pudesse ir na vigília que iria ter da região, ela disse para ele que eu poderia ir, mas depois disse para mim que eu não poderia ir, resumindo eu fui, quando eu voltei ela começou a me bater e me botou para fora de casa... Aí acabei indo morar com a família do meu noivo, e logo comecei a providenciar os preparativos do casamento, pois na época achava que era o melhor a ser feito... Eu sofri muito na época pq ela tinha me expulsado de casa, (mas antes ela já tinha expulsado a minha irmã mais velha), para ajudar tive problemas com várias pessoas na época, no serviço, escola e igreja, e isso sempre foi bem claro para mim que era obra do inimigo em minha vida, pois eu nunca aceitei que me humilhassem ou humilhassem alguém na minha frente, e claro falar a verdade trás muita incomodação...
Aí para resumir o líder do ministério de louvor na minha igreja era o irmão mais velho do meu ex- marido, todos ficaram surpreendidos, quando descobriram que ele estava traindo a esposa, ele tentou esconder, dizendo que o casamento não estava indo bem, que não amava mais a esposa, e que iriam se separar, até que todos descobriram do adultério, aí ele se divorciou e saiu do país por um tempo. Nesse meio tempo meu ex- marido assumiu a liderança do ministério de louvor da igreja, meu ex- cunhado voltou para o país e começou a frequentar a igreja novamente, começou a namorar e deram um cargo para ele de líder de coral, na época eu fiquei muito triste, questionei o pastor e o líder e vice-líder da mocidade, mas eles não fizeram nada, mesmo sabendo que ele tinha traído a esposa, e agora tinha uma nova namorada.

Anônimo disse...

Depois meu ex-cunhado criou um outro ministério de louvor e assumiu a liderança, e naquela época tinha tanta coisa errada na igreja que eu me vi obrigada a sair, pois eu via que todos estavam aprovando isso na igreja, diziam que Davi também pecou e mesmo assim foi considerado um homem segundo o coração de Deus... Bom como eu tinha medo que essas influencias afetassem o meu relacionamento e também, eu pensava que se eu fosse ter filhos não poderia criar eles naquela igreja, eu decidi sair... Fui para uma igreja evangélica bem mais conservadora com o apoio do que era o meu marido na época,depois eu descobri que ele só me apoiou pois queria que eu trocasse de igreja, porque seria mais fácil inventar mentiras sobre o relacionamento, pois sem que eu soubesse, ele já estava saindo com uma colega de serviço, depois ele pediu o divórcio. Ele mora com ela até hoje...Dói muito me lembrar, de tudo isso, foi em novembro do ano passado, eu tinha 22 anos, e agora tenho 23 anos. Meu maior sonho era ter a minha família, sempre sonhei em adotar, sei que muitas crianças não tem a oportunidade de ter um lar, e na época de casada meu marido também gostava da ideia, nossos planos era que, quando eu terminasse a faculdade eu iria estudar para concurso público ou trabalhar no escritório do meu pai, aí nós iriamos comprar uma casa e com muita calma, oração e jejum, iriamos fazer o apadrinhamento afetivo, e se depois de um tempo a criança se apegasse a nós, iriamos adotar, queríamos adotar mais de uma criança. Hoje vejo meus sonhos enterrados, sei que eu posso adotar, mas aí meus filhos não teriam pai. Eu sempre sonhei em ter uma família, um companheiro e filhos.

Anônimo disse...

Aí eu fico pensando, se isso tudo não é injusto, não poder casar de novo... Porque ele não quer ficar comigo, aí eu vou ter que ficar sozinha? Eu fiz tudo para meu casamento não acabar, mas ele simplesmente já estava decidido a ficar com a outra, eu seu que isso é bem coisa espiritual mesmo, pq na época ia um pai de santo na frente da nossa casa e ficava dando gargalhada de madrugada, eu começava a orar sem parar, e meu marido nem se importava. Ele teve um sonho uma vez, ele sonhou que tinha duas pias, e que ele tava tomando água numa pia, só que ela estava suja, aí avisaram ele, e quando ele foi tomar a água da outra pia, a água saia da torneira limpa, mas das mãos dele em diante continuavam sujas, aí eu perguntei para ele se a água não ia ficando limpa depois, mas ele disse que não. Hoje eu não participo de nenhum ministério, nem tenho amigos na igreja em que eu vou, só alguns conhecidos, até pq a igreja é grande, aí é difícil de fazer amizades, conversei umas duas vezes com o líder de jovens, mas me sinto meio sozinha, meio sem saber o que fazer... Não é fácil, carregar esse fardo, sempre quis fazer as coisas corretas, e agora me sinto muito humilhada, tenho vergonha de dizer que sou divorciada, aliás eu aparento ser mais jovem do que minha idade, então quando falo que já fui casada, as pessoas ficam surpresas e eu me sinto muito mal...
Não desejo o mal do meu ex-marido, sei que o inimigo é astuto e que veio para matar roubar e destruir, e tenho muita pena dele, ele se afastou da igreja e vive em pecado e acho que ele ainda não se arrependeu do que fez, pelo menos quando dou uma olhada no facebook dele, ele aparenta estar bem feliz com a outra.
Por mais que o líder de jovens fale para mim que eu posso me casar de novo eu tenho muito medo de isso ser pecado...
Na ultima sexta feira o líder de jovens falou no culto que nenhum divorciado poderia ser líder ou diácono na igreja, na hora me deu uma vontade enorme de chorar, aí tive que me controlar, pq ia ser muito estranho eu começar a chorar do nada no meio de uma pregação em que o líder falava de divórcio, já que eu evito contar para as pessoas que sou divorciada.
Eu queria que os meus sonhos de menina se tornassem realidade, mas cada vez mais se tornam distantes, e sei que esses sonhos não sonhos egoístas, pq ter uma família e adotar, sei que agrada a Deus. Eu choro toda a vez que lembro de tudo o que passei, já sofri tanto, e só quem já sentiu a dor de ser traído sabe como é. Quando eu descobri que ele estava me traindo fiquei uma semana sem conseguir comer, minha irmã mais velha me dava algumas frutas e eu com muito esforço comia, foi a primeira vez que eu não sentia o gosto dos alimentos, cai em profunda depressão e fui melhorando bem devagarzinho, aí nessas horas os amigos vão sumindo e só fica a família para apoiar, mas graças a Deus, hoje eu me dou muito bem com minha mãe, e tenho uma irmã que me ajuda muito. Oro muito a deus que me traga paz acima de tudo...

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