Reflexões Bíblicas

Uma despretenciosa tentativa de analisar alguns fatos do dia-a-dia à luz da Palavra de Deus.

18:25

O Dia da Mentira e a Vida de Mentira

Postado por Fernando de Almeida


O dia 1º de abril é marcado como sendo o dia da mentira. Não se sabe ao certo quando se deu o início dessa “comemoração” mas hipóteses têm sido levantadas.

Alguns acreditam que a origem está ligada com a adoção do calendário cristão, no século XVI, que mudou o primeiro dia do ano para 1° de janeiro e não mais 1° de abril, como era até então. Outros explicam o dia da mentira através da mitologia nórdica, a qual consagrava o dia 1° de abril a Loki, o deus das trapaças.

Já no Brasil, a primeira referência histórica a essa data remonta ao tempo do império, mais particularmente em 1848.  No dia 1° de abril daquele ano, na cidade pernambucana de Olinda, teria sido publicado um jornal intitulado “A Mentira”, cuja matéria de capa anunciava a morte de Dom Pedro. Essa manchete, é claro, foi desmentida no dia seguinte.

A data é lembrada no mundo todo e até mesmo meios de comunicação de respeito e prestígio aproveitam o dia para noticiar mentiras como uma maneira de brincar com o público.

Alguns, entretanto, apregoam a prática da mentira não somente como zombaria, mas também como sendo uma opção filosófica. Um exemplo é a atual adoção do relativismo e a conseqüente desqualificação dos valores absolutos. Guiados por esse pensamento, há aqueles que defendem a mentira como sendo a opção pelo mal menor, ou seja, se a verdade trará consigo implicações desastrosas, a mentira pode ser justificada. A raiz disso é muito antiga, pois no século XIII, Tomás de Aquino já classificava a mentira em três categorias: jocosa, perniciosa e benevolente; em termos atuais seria como dizer que existe “mentira”, “mentirinha” e “mentirona”. Por esse prisma, as “mentirinhas” podem, então, ser facilmente toleradas ou até adotadas como prática usual. Os americanos têm até uma expressão para isso; eles as chamam de “mentiras brancas”.

Quer brincando, quer falando sério, a prática da mentira é quase tão antiga quanto a própria existência humana.  O “quase” é porque Deus não criou um ser mentiroso e sim santo e destinado a verdade, mas a mentira foi uma opção do ser humano ao se desviar do propósito de Deus para sua vida. Apartado do seu Criador, ele agora não consegue fazer uma distinção clara daquilo que é mal e por conseqüência, torna-se prisioneiro da mentira (Is 59.1-3). O rei Davi, ao descrever os homens que não conhecem a Deus chega ao ponto de dizer que eles “se deliciam com a mentira” (Sl 62.4).

O ser humano, em sua situação natural de ignorância pode ser personificado em Pilatos que ao interrogar Jesus perguntou: “Que é a verdade?” (Jo 18.38) Mal sabia ele que o Mestre já havia respondido essa pergunta antes, quando afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14.6) Através de sua morte e ressurreição, Jesus deu condições para que os olhos humanos fossem abertos a fim de enxergarem a verdade, afinal.

Ao ver a realidade dos seus próprios pecados e a liberdade que existe em Jesus, o ser humano pode imitar seu Senhor e passar a andar em uma vida nova (Rm 6.4). Agora, transformado em filho de Deus, ele deixa a mentira de lado e fala somente a verdade (Ef 4.26) tendo como motivação principal o amor (Ef 4.15).

Sob essa ótica, todos os dias humanos são como dias de mentira, mas com Cristo, todos os dias passam a ser dias de verdade, pois ele agora tem discernimento da verdade.

12:13

Quem eu penso que sou?

Postado por Fernando de Almeida

Geralmente os grande parques de diversões (como o PlayCenter em São Paulo) têm uma Casa dos Espelhos. Se você nunca foi a uma, com certeza já viu em desenhos animados, não é mesmo?
O que acontece quando estamos na frente desses espelhos? Ficamos altos, baixos, gordos, magros, musculosos, raquíticos, etc. Eles foram projetados para mudarem nossa fisionomia, nos fazendo ver aquilo que não somos realmente.
Às vezes fazemos isso conosco também. Projetamos espelhos que nos enganam. Achamos que somos o que não somos. Na maioria das vezes nos achamos piores do que realmente somos. Mas será que estamos certos? O espelho que construímos é bom mesmo? Ou nos mostra o que não somos?
Como você se vê?

1. O que é auto-imagem?

A Palavra de Deus diz: "…digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém…" A primeira implicação do texto é que todos pensam alguma coisa a respeito de si mesmo. Auto-imagem é isso. É o conceito que fazemos de nós mesmos. Achar alguém que nunca tenha pensado nada a respeito de si mesmo vai ser tão difícil quanto achar alguém que não tenha reflexo diante do espelho.
"Já entendi. Mas por que preciso estudar isso? Você não tem nada a ver com minha vida!" Leia novamente o versículo acima. Você é capaz de dizer qual é o assunto que Paulo está tratando? Ele está escrevendo sobre os dons espirituais e sobre como sendo membros diferentes ainda assim pertencemos a um só corpo. Falar, portanto, sobre auto-imagem é muito mais do que falar sobre um indivíduo apenas. É falar sobre toda a Igreja de Cristo. Você não acha isso importante?

2. Eu: nem mais nem menos

Nós agimos de acordo com o que pensamos que somos. Sobre isso, Salomão escreveu: "…como imagina em sua alma, assim ele é…" (Pv 23.7). Como já vimos também: "digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação" (Rm 12.3) e: "…não sejais sábios aos vossos próprios olhos." (Rm 12.16).
Alguns se acham melhores do que os outros ou pelo menos agem como se o fossem. Por vezes a presença de uma pessoa assim chega até a incomodar de tanto que faz propaganda de si mesma e, na maioria das vezes, não constrói nada de bom, apenas destrói. Você conhece alguém assim?
Na verdade este "complexo de superioridade" é apenas um disfarce. Essa máscara de "eu sou melhor" apenas esconde insegurança e um profundo desejo de ser aceito pelos amigos. Assim já dizia um antigo provérbio: "Quem fala, não sabe. Quem sabe, não fala."
Por outro lado existem aqueles que se inferiorizam. Na igreja esse sentimento de inferioridade é muitas vezes camuflado. Essas pessoas que se sentem inferiores põem uma plaquinha na testa escrita: "Sou humilde". Humildade, entretanto, não tem nada a ver com inferioridade e nem com covardia. Uma vez ouvi um pastor falando: "O ser humano já nasce vitorioso." Sempre penso muito nisso, principalmente quando me recordo da explicação dessa frase: "A concepção é o resultado de uma corrida. Milhões de espermatozóides disputam para ver quem vai fecundar o óvulo primeiro. Vence o mais forte e mais rápido." O pastor concluiu dizendo que somos o melhor que nossos pais poderiam produzir. Por isso, nascemos já vencedores.
Nem um extremo, nem outro; nem mais nem menos; mas como diz o texto, com moderação.

3. Uma auto-imagem equilibrada

O jeito é nos aceitarmos como somos. Nada de nos acharmos sábios demais, porém, sem nos desvalorizamos. É necessário termos uma auto-imagem equilibrada.
Não temos apenas defeitos ou qualidades. Alguém que tem uma auto-imagem equilibrada conhece suas potencialidades e seus limites. Desenvolve suas qualidades e aprende a conviver com seus defeitos, tentando minimizá-los pelo poder do Espírito Santo. Você é assim? Vamos fazer um teste. Tente escrever em um papel cinco qualidades e cinco defeitos que você acha que lhe são peculiares. Se quiser averiguar se suas respostas fazem jus a realidade, peça para outras pessoas em quem você confia fazerem o mesmo sobre você. Compare suas respostas com as delas.

4. Melhorando minha auto-imagem

Para melhorarmos nossa auto-imagem, eis algumas dicas:

4.1. Procure Conhecer mais a Deus

Uma das coisas mais valiosas para os índios no começo da colonização na América era o espelho. A única forma de o índio poder conhecer sua fisionomia era através do reflexo das águas dos rios, em águas calmas. Desse jeito não era possível saber perfeitamente como eram, mas somente ter uma idéia distorcida. Por isso, quando os portugueses chegaram ao Brasil, os índios trocavam qualquer coisa para ter um espelho em mãos.
De certa forma somos como os índios. Não somos capazes de conhecermos a nós mesmos o suficiente sem ajuda (1Co 13.12). Essa ajuda deve ser do especialista no assunto. Deus é o nosso criador e por isso pode nos ajudar; ele conhece cada detalhe sobre nós (Jo 2.25).

4.2. Ame a si mesmo

Jesus resumiu a lei de Deus na palavra Amor.

Amor a Deus
Amor ao próximo
Amor próprio

"Amar o próximo como a si mesmo". Esse é um dos mandamentos mais repetidos e enfatizados na Bíblia (Lv 19.18; Mt 19.19; Mc 12.31; Lc 10.27; Rm 13.9).
Veja algumas atitudes que podemos ter para desenvolvermos o amor próprio:
a. Não pensar muito tempo em coisas ruins que fizemos.
b. Evitar autocríticas destrutivas, como por exemplo: Eu sou um idiota! Eu não faço nada direito! Etc...
c. Ter relacionamentos mais profundos. Ouvir e falar mais.
d. Não se comparar a ninguém porque somos iguais diante de Deus. Ninguém pode alegar que Deus o ama por ser mais bonito ou mais inteligente que outros. Não existe mérito de nossa parte.
e. Meditar mais na Palavra de Deus, pois ela fala do amor do Pai e como ele demonstra este amor a seus filhos.


Felizmente, o ser humano é um péssimo "projetista de espelhos". Por causa do pecado não há como nos vermos perfeitamente. 1Co 13.12 diz: "Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido." Somente Deus nos conhece perfeitamente e, portanto, somente Ele pode nos informar como somos... sem espelhos... nossa imagem real.
Então podemos chegar a uma máxima: Quanto mais conhecermos de Deus, mais nos conheceremos!

16:39

Remédio Contra a Vaidade

Postado por Fernando de Almeida

“O pastor disse que o assunto do sermão de hoje seria VAIDADE” – lembra uma adolescente enquanto acaba de se arrumar de fronte ao espelho – “Com um tema desses, acho que hoje nem vou usar maquiagem para ir à igreja”.
Você pode ter achado engraçado como essa adolescente demonstrou desconhecer o que verdadeiramente a Bíblia fala sobre a vaidade... mas você sabe?
Salomão escreveu todo o livro de Eclesiastes para nos ensinar que sem Deus, de nada vale riqueza, poder ou sabedoria. Ele conclui o livro com a seguinte máxima: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.” (Ec 12.13). Se a temática do livro é o problema da vaidade, o versículo acima resume muito bem a fórmula do remédio. Vejamos o que podemos aprender:

1. A constante exposição

O cristão está constantemente exposto no mundo maligno que vive (1Jo 5.19). Nossos ouvidos estão abertos; não temos como deixar de escutar. Paramos no ponto de ônibus e ouvimos agressões à fé cristã; na sala de aula ou no trabalho, ouvimos piadas indecentes; diante da televisão, somos bombardeados com a defesa da homossexualidade, por exemplo. De igual forma, o conceito que o mundo tem do que seja vaidade tenta “fazer a cabeça” do cristão.

2. O que realmente importa

A adolescente do começo de nossa história definiu de maneira errada a vaidade condenada pela Bíblia. O cuidado com a aparência em si não é pecado. “A suma é…”, disse o autor de Eclesiastes. É necessário prender-se ao que realmente é importante. É necessário extrair o sumo e se preocupar menos com o bagaço. Tem muito crente por aí brigando por questões tão pequenas... será que a vaidade pode ser combatida tão somente deixando o cabelo crescer e usando apenas saia? Vaidade é uma busca intensa por aquilo que é vão - aliás, as duas palavras têm até a mesma raiz. Dessa forma, qualquer devoção exagerada pode se tornar vaidade. Adolescentes podem ser vaidosos ao quase idolatrar uma banda de rock da mesma maneira que um adulto adora seu próprio carro. A lista pode ser interminável... casa, beleza, músculos, notas na escola, salário, conhecimento... Vaidade é praticamente igual à idolatria. Daí, a exortação do profeta Samuel: “ Não vos desvieis; pois seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam e tampouco vos podem livrar, porque vaidade são.” (1Sm 12.21)

3. Temor de Deus

A vaidade é uma doença derivada do pecado. Portanto, como nós crentes ainda somos pecadores (embora redimidos por Jesus), temos que admitir que esse vírus está dentro de nós. Não temos escolha: somos portadores desse vírus maldito, mas depende de cada um desenvolver ou não a doença; você pode escolher, então, entre ficar doente ou não. A vaidade é uma doença contagiosa. Assim, mesmo portadores do vírus, temos que tomar cuidado para não nos aproximarmos muito daqueles que claramente apresentam sintomas. É isso que o apóstolo Paulo quer dizer para os membros da igreja de Éfeso: “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,” (Ef 4.17) Não podemos imitar os ímpios que estão a nossa volta e a única coisa que pode nos frear é temermos a Deus.
Temer quer dizer respeitar profundamente. Para o cristão fugir da vaidade, portanto, ele precisa ter intimidade com Deus. Você é íntimo de alguém? Claro que sim! Por isso, os filhos sabem o que significam muitos olhares de seus pais. Os pais percebem as mentiras dos filhos tão somente pela entonação da voz. Em ouvir um simples “boa noite” ao chegar em casa, o marido percebe que algo está errado com sua esposa. Tudo isso por causa da intimidade. Quando tememos a Deus, sabemos dar valor às coisas que o Senhor valoriza e não o mundo.

4. Obediência

Quem teme a Deus de verdade não tem como deixar de obedecê-lo: “ De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.” (Ec 12.13). Mas o problema é que a vaidade é um pecado muito sutil. Na maioria das vezes ela não nos tenta com algo errado. Veja na vida de Jesus um exemplo interessante a esse respeito: Quando Cristo foi tentado pelo diabo no deserto (Mt 4.1-11), ele ficou quarenta dias sem comer nada (4.2). A primeira tentação do diabo foi tentar convencer Jesus a transformar as pedras em pães (4.3). Veja só... que mal há em comer principalmente depois de tanto tempo de jejum? Comer pão em si não é pecado, mas dar mais importância a um pedaço de pão do que a vontade de Deus é. Por isso mesmo é que Jesus responde ao diabo: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” (Mt 4.4) Ou seja, pão é importante, mas obedecer a Deus é ainda mais. Estudar é errado? Claro que não. Mas faltar a igreja para estudar é. Trabalhar é errado? Ao contrário; é motivo de bênção porquanto que não tome todo tempo ao ponto de não haver um momento devocional a sós com Deus ou não poder dar atenção necessária à família.
Não existe comunhão entre Deus e o mundo (2Co 6.14). Os ímpios não têm aquilo que deveria ser nosso maior bem, a vida eterna. Essa é a nossa pérola de grande valor (Mt 13.45-46), ou o tesouro escondido que nos foi revelado (Mt 13.44). Por isso os não crentes andam na vaidade de seus pensamentos (Ef 4.17). Eles ainda estão à caça de algo que lhes seja valioso. Eles põem o coração em coisas vãs que nós “ricos” deveríamos consideram como secundárias se não desprezíveis. Não existe lugar para a vaidade no coração do cristão. Paulo disse: “ Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3.8). Chega de imitar o mundo! Chega de colocar o coração em coisas secundárias. Devemos buscar em primeiro lugar o que é mais importante e mais valioso: O Reino de Deus.

“ buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33 RA)

09:31

Um povo atrás de pão e circo

Postado por Fernando de Almeida

Nenhum personagem bíblico teve tanta popularidade quanto Jesus; há mais de cem referências nos evangelhos de momentos em que Jesus estava ministrando a multidões. A popularidade foi tanta que o Mestre se viu em situações inusitadas como quando tentaram proclamá-lo rei à força (Jo 6.15); outras vezes o assédio das multidões obrigaram-no a praticamente fugir (Jo 5.13).

É pertinente perguntarmos qual a razão de tamanha popularidade. O que Jesus proporcionava ao povo que despertava tanto interesse? Vejamos:


I. O que o povo busca

A. Entretenimento

Jesus em seu ministério terreno se compadeceu das multidõesporque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.” (Mt 9.36). Por isso, Jesus ao ver o sofrimento físico e espiritual interagia no contexto de cada um curando, exorcizando, ministrando conforto e exortando.

Em sua tarefa não aliviava os “cansados e sobrecarregados” (Mt 11.28) mas também ao fazê-lo, atraía para si a atenção de muitos que testemunhavam a operação de sinais e milagres. Tanto as palavras quanto os atos sobrenaturais de Jesus eram incomparáveis. Ninguém, nem antes ou depois dele foi igual em palavras ou poder (Mt 13.54).

O ministério de Cristo causou um impacto profundo naquela sociedade judaica tão mística como era. Jesus atraiu sobre si os olhares de muitos curiosos. Pessoas que não estavam interessadas em ser discípulas e sim em serem entretidas com palavras sábias e eventos sobrenaturais. Uma prova disso é que mesmo tendo feito a multiplicação dos pães Jesus foi inquirido pelo povo a fazer um sinal para provar que estava certo em seu discurso: “Então, lhe disseram eles: Que sinal fazes para que o vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos?” (Jo 6:30)

Foi por causa do entretenimento que Jesus podia proporcionar que Herodes se alegrou ao poder encontrá-lo a fim de julgá-lo: “Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal.” (Lc 23.8)

O povo não estava atrás de um mestre, e sim, de alguém que pudesse entretê-lo. A mesma questão deve ser levantada em nossos dias sobre a motivação das pessoas ao cultuarem a Deus. Não são poucos os que vão à igreja por causa simplesmente de uma boa música, ou porque ali podem desfrutar de amizades agradáveis ou porque o pastor fala de maneira aprazível. Embora todas essas coisas possam verdadeiramente ser desfrutadas pelo cristão, elas, em si, não devem constituir motivação primária para o cristão genuíno.


B.
Satisfação de suas necessidades

A popularidade anteriormente descrita acompanhou Jesus desde o seu primeiro milagre. Ainda no início de seu ministério, estando Jesus em Cafarnaum, trouxeram todos os doentes e endemoninhados da cidade para que fossem curados e libertos por Jesus (Mc 1.32). A Bíblia descreve o assédio do povo por causa disso: “Toda a cidade estava reunida à porta.” (Mc 1.33)

Em outra oportunidade, seguiram Jesus porque ele havia multiplicado os pães. Mas dessa vez, Jesus não se silenciou a respeito, antes disse: “Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.” (Jo 6.26) Jesus quis dizer que o motivo de o procurarem não estava no fato de terem reconhecido a sua divindade no sinal da multiplicação dos pães e sim simplesmente por terem satisfeito sua fome.

O problema com este tipo de atitude é que a procura por Cristo limita-se à necessidade. Depois que esta é satisfeita Cristo é desprezado como anteriormente. Isso aconteceu durante todo o ministério de Jesus e mais claramente foi visto no final de sua vida. A mesma multidão que no domingo de ramos ovacionava-o dizendo “Hosanas ao que vem em nome do SENHOR” (Jo 12.13) foi capaz de apenas cinco dias mais tarde declarar diante de Pilatos: “Fora com este! Solta-nos Barrabás!” (Lc 23.18).

aqui uma implicação muito séria para aqueles que se denominam cristãos em nossos dias. Vivemos em um país de maioria católica, mas que, no entanto, mostra o mesmo interesse por Cristo quanto os judeus de antigamente. Muitos somente freqüentam igrejas quando passam por problemas pessoais, doenças na família, desemprego, etc. São freqüentes até alcançarem a graça pretendida, e depois adeus.


C. Um Líder político e militar

A maioria dos judeus da época de Jesus não tinha uma noção clara a respeito do Messias. Para nós, que contamos com o Novo Testamento em mãos, temos neste privilégio uma luz que pode ser lançada às declarações que o Antigo Testamento fazem sobre o Messias e assim entendê-las melhor. Mas eles não. E porque existem passagens ressaltando aspectos diferentes do ministério messiânico, ora como um servo sofredor, ora como rei, muitos preferiam interpretar a vinda do Messias como sendo o levante de um líder político que teria como missão libertar Israel do domínio do Império Romano e tornar o país uma potência mundial. Esse pensamento era predominante até mesmo entre os discípulos: “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” (At 1.6)

O texto básico da lição mostra esse mesmo interesse dos judeus. Após multiplicar os pães Jesus retira-se sozinho para o monte porque sabia que viriam para torná-lo rei à força: “Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte.” (Jo 6.15 – BLH).


D.
Imediatismo

Tudo o que vimos até aqui, a busca do povo por entretenimento, a satisfação das necessidades terrenas e enxergar em Jesus um líder político, mostra que os judeus tinham uma visão extremamente imediatista. Infelizmente um comportamento que claramente é repudiado por nosso Salvador tem angariado muitos adeptos em nossos dias.

Assim como acontece com nossos entretenimentos corriqueiros, muitos cristãos têm mudado de igreja com bastante freqüência. Basta haver uma “novidadeem outro lugar que há uma debandada de “crentespara lotar as platéias. Por isso a necessidade de sempre ter que apresentar algo novo, pois assistir sempre o mesmo filme não tem graça. Assim, na igreja-entretenimento tem sempre uma nova atração. Nos últimos tempos temos visto essas atrações como dente de ouro, sopro do espírito, riso do espírito, bênção do emagrecimento, etc...


II. O que Jesus oferece

Jesus mostrou ao povo a maneira correta de se relacionar com Deus. Todo aquele que quer praticar a verdadeira religião tem que ouvir as suas palavras. A grande multidão que acabara de presenciar a multiplicação dos pães e dos peixes, depois do discurso de Jesus, se resumiu a apenas doze: os apóstolos. Parece que as palavras de Jesus não fizeram muito sucesso naquela época, segundo alguns padrões modernos. Vejamos um resumo de seu discurso naquela oportunidade:


A.
Prioridade correta

O povo daquela época talvez fosse mais sofrido ainda do que o do presente. A maioria dos trabalhadores ganhava o mínimo para não morrer de fome e não existiam direitos trabalhistas, nem dias de descanso ou férias. Jesus sabia disso e por isso, citou o esforço realizado por eles como sendo uma boa base daquilo que se deve fazer “…Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará;” (Jo 6.27).

Com isso Jesus não desprezou o engajamento do crente nesta vida, quer no trabalho, estudo ou demais afazeres. Jesus estava estabelecendo prioridades para a vida. Os bens materiais têm o seu lugar pois Deus sabe do que necessitamos. Paulo escreveu: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez;” (Fp 4.11-12).

Enquanto cresce por , o número daqueles que enfatizam as riquezas como prova da bênção de Deus, Jesus procurou ressaltar o maior de todos os tesouros, o Reino dos céus. Para mostrar seu valor, ele o comparou a um homem que achou uma pérola de grande valor e vendeu todas as que possuia para adquiri-la (Mt 13.45-46). O Reino de Deus é a comidaque subsiste para a vida eterna”. Esta é a prioridade do cristão. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; (Mt 6.19-20)


B. verdadeira

“Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado.” (Jo 6.28-29)

Quando Jesus os confrontou sobre a necessidade de terem o Pão da Vida enviado por Deus e não o pão que perece, a multidão meio incomodada o inquiriu sobre como poderiam realizar as obras de Deus.

Faz parte da natureza humana uma disposição interior de acreditar em algum deus. Embora isso estivesse perfeito em Adão, com a queda também foi distorcido. O ser humano sente a necessidade de adorar alguma coisa, mas sozinho não consegue enxergar o verdadeiro Deus. Jesus mostrou ao povo que apesar de serem muito religiosos ainda não haviam acertado o alvo da verdadeira religião ou da verdadeira adoração ao Pai. Por isso precisavam dele. Jesus era o Pão que havia descido do céu para ser definitivamente alimento para o povo separado de Deus.

Algumas lições devem ser extraídas dessa idéia. Jesus, em última análise, ensinou que a verdadeira estava ligada à dependência (Jo 15.5) e intimidade (Jo 10.1-18) e não a milagres ou riquezas.


A própria conclusãoPorque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (Mt 22.14) Enquanto Jesus fez maravilhas como a multiplicação dos pães, a multidão o seguiu e até mesmo tentou proclamá-lo rei. Quando mostrou seu pecado e o caminho da vida eterna, murmuraram (41), consideraram seu discurso muito duro (60) e a grande maioria o abandonou (66).

De uma numerosa multidão (2) sobraram apenas doze (67). Aqueles doze ficaram porque tinham uma motivação diferente: “… tu tens as palavras de vida eterna” – disse Pedro. Isso é verdadeira e o único cimento que de fato prende o crente a Deus.

Considere sobre as razões de você seguir a Deus. Estão ligadas prioritariamente à vida eterna? Ou será que seus motivos estão mais ligados aos da numerosa multidão que aparentemente seguia a Jesus?

23:08

O amor é dinâmico - 1Co 13.4-7

Postado por Fernando de Almeida


Como saber mesmo se existe amor? Simplesmente dizerEu te Amo”? Infelizmente parece que a “prática” do amor tem se limitado a isso e cada vez mais se estreitando como em uma novela: no primeiro capítulo o protagonista diz “Eu te Amopara uma pessoa, no meio para outra e acaba a novela com uma terceira.

O apóstolo Paulo constrói sua definição de amor sobre bases mais sólidas. O amor não é vazio e nem limitado a palavras, mas apresenta uma série de características como veremos logo mais a seguir. Mas antes, ao lermos os versos 4 a 7 de 1 Coríntios 13, percebemos que não é possível amar pensando somente em si mesmo. Para sermos pacientes ou benignos torna-se necessária uma segunda pessoa. Ou seja, o amor é uma ação embasada na pessoa amada e não em si mesmo. Enquanto o mundo prega umamorautocentralizado que se destina apenas a satisfazer as necessidades de si próprio, a Bíblia fala que o verdadeiro amor é outrocentralizado. Por isso, a maior prova de amor foi demonstrada por Deus entregando seu único Filho em nosso favor (Jo 3.16).

Vejamos quais são as atitudes descritas por Paulo que deve acompanhar o “Eu te amo”:

v.

Característica

Significado

v.4

paciente

Capacidade irrestrita de suportar pessoas

benigno

Pagar o mal com o bem

não arde em ciúmes

Não se aborrece com o sucesso alheio

não se ufana

Não se vangloria

não se ensoberbece

Não se coloca acima de ninguém

v.5

não se conduz inconvenientemente

Não existe falta de simetria entre a prática do amor e o falareu te amo

não procura os seus interesses

O amor é o contrário do egoísmo

não se exaspera

Não se irrita facilmente. Tem seus sentimentos sob domínio

não se ressente do mal

Não é malicioso nem procura sempre enxergar o mal

v.6

não se alegra com a injustiça

Não se alegra com a desgraça alheia. Em outras palavras nunca diz “bem feito”. Seu prazer consiste em que toda a verdade seja revelada.

regozija-se com a verdade

v.7

tudo sofre

Dá a idéia de encobrir os pecados. Não para ocultá-los em cumplicidade e sim para não levá-los em conta para amar

tudo crê

Está sempre disposto a acreditar no melhor

tudo espera

Recusa-se a aceitar o fracasso

tudo suporta

Perseverança. A constância de um soldado mesmo em face dos perigos de uma batalha.

08:24

O amor é essencial

Postado por Fernando de Almeida

Paulo ensinou a igreja de Corinto sobre a necessidade do amor. Aquela igreja tinha um destaque especial pela variedade de dons exercidos por seus membros.

Profetizavam e falavam em línguas (1Co 14) mas sem uma evidência clara de amor. Muito pelo contrário, Paulo os exorta sobre um certo comportamento egoísta em relação à Santa Ceia. Veja 1 Coríntios 11.21. Naquela época a celebração da Santa Ceia não era como fazemos hoje com um pequeno pedaço de pão e um cálice de vinho. Eles, à semelhança do que fez Cristo, celebravam a Ceia como um grande banquete. No caso dos coríntios, Paulo os repreende porque alguns comiam muito e não deixavam nada para aqueles que chegavam mais tarde. Havia casos até de embriaguez com o vinho da Ceia. A grande ironia daquela igreja era cometer esses pecados na celebração que chamavam de Festa do Ágape, que quer dizer, Festa do Amor. A Ceia do Senhor que deveria ser a maior demonstração de amor, acabava sendo um festival de egoísmo com glutonaria e embriaguez.


A questão de Paulo era: “De que adiantam os dons espirituais em face de uma vida espiritual tão débil?” Por isso ele destaca nos primeiros versículos de nosso texto básico, a importância do amor como fator que deve permear toda a nossa vida.


Essencial para minhas palavras - Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.” (1 Co 13.1) Paulo não esta afirmado à existência de uma língua especial usada por anjos mas está usando de exagero para exprimir seu pensamento. Ou seja, “ainda que viéssemos a falar uma língua tão sublime como a dos anjos se não tiver amor...” Palavras ditas sem amor são comparadas ao “bronze que soa ou címbalo que retine”. Procure recordar-se daqueles instrumentos orientais como o gongo que produz um som estridente e ensurdecedor quando tocado. Palavras ditas sem amor são exatamente isso: um barulho que incomoda nosso ouvido. Por isso mesmo é que Paulo nos ensina em outro lugar: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,” (Ef 4.15). Dizer a verdade é importante contanto que estejamos imbuídos de amor. Senão, é melhor o silêncio. Um exemplo claro disso pode ser constatado em uma discussão entre marido e mulher: quase sempre são verdades que viram armas para acusação mútua. Até para se dizer a verdade é necessário amor.


Essencial para o ministério - Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha , a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.” (1 Co 13.2) Qualquer que seja a atividade, fazemos para Deus (1Co 10.31) , profecia, conhecimento são ferramentas dadas por Deus para a sua própria glória e edificação do corpo de Cristo, que é a igreja. Paulo havia falado antes que “o amor edifica” (1Co 8.1b) e mais adiante nos exorta: “Todos os vossos atos sejam feitos com amor.” (1 Co 16.14). O amor deve anteceder ao bom exercício dos dons espirituais: “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis.” (1 Co 14:1) As implicações disso são seríssimas pois se Paulo fala que até as grandes coisasou pelo menos aquelas que davam mais status segundo a visão carnal dos coríntios – deveriam ser feitas com amor, quanto mais as pequenas? Arrumar o quarto, lavar a louça, limpar a casa são atividade que devem ser feitas com tanto amor como a pregação do evangelho, o louvor na igreja e o freqüentar os cultos.


Essencial para as Boas Obras - “E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.” (1 Co 13.3) Agora a referência que Paulo faz está ligada a grandes sacrifícios que alguém pode fazer por um ideal. Esses sacrifícios podem estar relacionados ao desprendimento de todos os bens a ponto de distribuir tudo ou até mesmo o desapego ao maior bem que alguém possui: a própria vida. Nenhum sacrifício é válido se não existir amor.

11:14

O Cristão como Atalaia

Postado por Fernando de Almeida


Nas antigas cidades muradas havia o atalaia. Ele surgiu da necessidade de evitar os perigos dos invasores e ladrões. Era uma função obrigatória de defesa social, de abrigo das cidades e das nações.

Esses antigos guardas desempenhavam um papel de grande responsabilidade. Ao seu cuidado previdente e vigilância incansável ficavam entregues o sossego e a vida do povo; dia e noite tinham que vigiar (Is 21.8, 11, 12; 62.6).

A impiedade é o inimigo que anda a rondar o destino das criaturas. Ninguém escapa das suas investidas, por isso as Escrituras comparam os cristãos a atalaias e vigias fiéis.

A obra principal da Igreja é proclamar o evangelho, falar ao mundo da necessidade da salvação de Jesus Cristo e de como ele veio morrer por gente como nós, pecadores.

Assim como as cidades necessitam de guardas, policiais que garantam a ordem e o bem-estar da sociedade, a Igreja também tem a responsabilidade de oferecer proteção espiritual. A negligência da polícia militar ou civil pode trazer graves conseqüências. Imagine a sua cidade sem policiais. Como seria?

Da mesma maneira, se a Igreja esquecer-se de proclamar a mensagem da salvação, terá cometido uma grave falta, o pecado da negligência. Coisas supérfluas podem ser adiadas; as necessárias nunca. Festas, rituais, organizações eclesiásticas., templos cômodos, equipamentos eletrônicos de ponta, tudo isso é bom e útil, mas não salva ninguém. O necessário e intransferível é pregar sempre com absoluta clareza a verdade salvadora, o perigo do pecado, a graça divina e o apelo à conversão.

Antes de você responder à pergunta do título, veja algumas características de um atalaia:

1. Estar sempre vigilante. O menor cochilo era punido com rigor porque trazia conseqüências. Um guarda descuidado é inútil e perigoso como uma Igreja que dorme em vez de vigiar e proclamar a salvação em Cristo. Pregar a verdade é missão constante que deve tomar os cuidados da Igreja. Quando ela deixa para quando puder sua obra missionária, para quando terminar o templo está falhando com sua missão.

2. O guarda nas antigas cidades deveria ocupar os pontos mais estratégicos. Tinha seu posto nas portas das cidades, nos morros, nas torres e lugares altos. Assim, deve a Igreja executar sua obra evangelística. É preciso escolher os campos, os lugares, os meios e métodos de pregar e chamar os pecadores a Cristo. Nos negócios do Reino de Deus é preciso ocupar os pontos estratégicos, aproveitando os melhores meios para transmitir a mensagem. A Igreja fará isso através dos seus membros, que ocuparão os lugares estratégicos e farão os contatos com as pessoas que têm de ser avisadas do perigo. Além disso, a igreja, como instituição, poderá manifestar-se quanto às grandes questões da nossa época, denunciando o pecado onde ele aparecer.

3. O atalaia tinha que tocar a trombeta e avisar a cidade de qualquer perigo possível. Isso era feito ao mesmo tempo. Tocava a trombeta para despertar a atenção. Avisava, dando a notícia necessária no momento certo. A Igreja, portanto, tem que unir sempre em sua obra de apoio e fundamento da verdade, a trombeta e o aviso. Precisamos falar a cada pessoa em particular mas precisamos fazer a mensagem chegar à cidade toda. Precisamos chamar a atenção para o perigo (trombeta), mas também entregar a mensagem que salva (aviso). Esses dois fatores devem andar juntos.

4. O atalaia não podia dar alarme falso. Era punido quando isso acontecia.

Da mesma forma é um grave erro todo alarme falso que uma determinada igreja use na sua obra de pregar o evangelho. A mensagem é uma só. Quaisquer acréscimos ou inovações devem ser imediatamente rejeitados. Só há um aviso certo: A alma que pecar, certamente morrerá. E só há um em quem se possa ter salvação: Jesus (At 4.12).